Milícias armadas invadem ministérios na Líbia

ROMA, 12 JAN (ANSA) - Milícias armadas invadiram nesta quinta-feira (12) as sedes dos ministérios da Defesa, da Justiça e do Trabalho da Líbia, situadas em Trípoli, capital do país africano.   

Segundo a imprensa local, os grupos são ligados a Khalifa al Ghwell, ex-primeiro-ministro do governo islâmico rebelde que manteve o poder na cidade entre 2014 e 2016 e autor de uma tentativa de golpe de Estado em outubro passado.   

A situação ainda está bastante confusa, mas sites líbios falam em "duros confrontos" entre as forças legalistas de Fayez al Sarraj, premier designado pelas Nações Unidas (ONU) para guiar um governo de unidade nacional, e as milícias de Ghwell.   

Em outubro de 2016, o ex-premier rebelde chegou a ocupar edifícios públicos e uma emissora de TV, mas acabou derrotado e forçado a voltar para sua cidade natal, Misurata. No entanto, não exclui-se que os responsáveis pelas invasões desta quinta sejam ligados ao general Khalifa Haftar, inimigo de grupos islâmicos inspirados na Irmandade Muçulmana.   

Após a Primavera Árabe, que levou à queda e morte de Muammar Kadafi, a Líbia caiu em uma guerra civil que já dura anos e só se aproximou de uma solução com a criação de um governo de unidade nacional, no ano passado.   

Contudo, essa coalizão ainda enfrenta oposição no país, principalmente das milícias ligadas a Khalifa al Ghwell e Khalifa Haftar, que, por sua vez, são adversárias. O caos na nação árabe abriu espaço para a atuação do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e deu mais liberdade para traficantes de seres humanos organizarem as chamadas "viagens da morte" rumo à Itália no Mediterrâneo. (ANSA)
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