Ministro critica administração da Alitalia e cobra plano

ROMA, 12 JAN (ANSA) - O ministro para Desenvolvimento Econômico, Carlo Calenda, criticou nesta quinta-feira (12) a administração da companhia aérea Alitalia e afirmou que a empresa "foi, objetivamente, mal gerida".   

"Não cabe a mim dizer, a confiança deve ser dada pelos acionistas. Mas, me parece objetivo que a companhia foi mal gerida. O que é inaceitável é que isso recaia sobre os trabalhadores", disse Calenda à "Radio Anch'io".   

Segundo o ministro, "é uma empresa totalmente privada que tem problemas significativos de gestão". "Não existe falar de demissões antes de falar sobre um plano industrial. Nenhuma empresa se salva sem um plano industrial", acrescentou.   

As questões sobre a Alitalia foram feitas devido aos rumores de que a Alitalia planeja uma demissão em massa para se reestruturar. Por causa disso, quatro sindicatos italianos enviaram uma carta para o governo pedindo um "encontro urgente" para avaliar a situação da empresa.   

As entidades também convocaram uma greve do setor aéreo para o dia 20 de janeiro e, caso o plano de retomada da companhia seja levado adiante, outra grande greve - dessa vez com os funcionários apenas da companhia - deve ser realizada em fevereiro.   

De acordo com os sindicatos, o clima de incerteza e tensão entre os funcionários é grande e muito disso é causado por causa da falta de um debate amplo sobre o plano industrial e pela "presença de atos unilaterais nas relações de trabalho, em violação de contratos e acordos".   

Os problemas da Alitalia se arrastam há anos e nem com a compra de 49% das ações pela grupo árabe Etihad Airways isso foi resolvido. Conforme informações dos sindicatos, o plano industrial - que está sendo negociado há dois meses - prevê a demissão de 1,5 mil funcionários.   

No entanto, a maior parte da insatisfação ficou evidente com o anúncio do congelamento dos salários e com o cancelamento dos voos na rota entre o aeroporto de Malpensa, nos arredores de Milão, e Fiumicino, perto de Roma, a partir do dia 1º de fevereiro. (ANSA)
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