No Pitti Uomo, Sala Bianca recebe desfile após 35 anos

FLORENÇA, 12 JAN (ANSA) - Por Beatrice Campani. O estilista italiano Stefano Ricci festejou o aniversário de 45 anos da sua marca reabrindo nesta quinta-feira, dia 12, a famosa Sala Bianca do Palazzo Pitti, em Florença, para os desfiles após 35 anos.   


Nesta quinta, no terceiro dia do Pitti Immagine Uomo, um dos maiores eventos de moda masculina da Itália, voltaram a ser usadas as passarelas de um lugar que é símbolo dos primeiros desfiles da história da moda italiana; um local que foi escolhido pelo "pai dos desfiles no país", Giovanni Battista Giorgini, em 1952, para mostrar as coleções do momento aos compradores mais importantes do mundo.   


Assim como naquele momento, o estilista florentino apresenta seus modelos de alta-costura masculina dando ênfase e destaque à história de Florença, definida mais de uma vez como a "capital do estilo".   


Respeitando o lugar que o hospeda, Ricci fez com que a decoração da sala parecesse um jardim de verão, com cascatas de um total de 11 mil botões de rosas brancas colocadas delicadamente nas duas paredes do fundo. A passarela, rigorosamente branca, teve 18 metros de comprimento e 40 centímetros de altura.   


O espaço se tornou uma poesia em branco, tributo à grandiosa sala que recebeu o desfile. E o local é "grandioso e puro, antigo e moderno, leve e ainda muito procurado, abundante de luz e, ao mesmo tempo, espiritual", afirmou o estilista italiano.   


A Sala Bianca nesta quinta acolheu nas passarelas primeiramente um garoto, vestido de Stefano Ricci Junior, por que "a elegância se aprende desde pequenos, com a 'transmissão' do belo e do exclusivo de pai para filho", explicou Ricci. A coleção apresentada foi uma sinfonia artesanal que exaltou 100% o made in Italy. O homem desenhado pelo italiano, que ainda quis fazer mais uma homenagem a sua cidade do coração foi charmoso e desenvolto. Os modelos, escolhidos em várias faixas etárias, da criança até o homem de idade mais avançada, apareceram ao público em grupos de seis, cada um com um tema que contou um momento do dia do homem moderno. Partiu-se do tema do azul, para um look mais informal e enérgico, e continuou-se com tons amadeirados, que mostraram a paixão do homem pela natureza. O desfile seguiu com um azul marinho, cor amada por Ricci, que se uniu ao cinza, dando um ar mais sério e formal para os looks. Logo depois disso, a coleção se dividiu nas cores amaranto, para que os clássicos ficassem mais sofisticados, e preto, que trouxe um homem clássico, formal e extremamente elegante.   


Porfim, foi a vez dos smokings, ternos e fraques brilharem nas passarelas com os detalhes já indispensáveis nas peças do estilista: os lenços luxuosos, os botões de ouro e paládio (metal branco-prateado que lembra platina) e as abotoaduras de brilhantes. O trabalho artesanal da coleção se intercalou com perfeição com os materiais preciosos escolhidos. "A Sala Bianca volta a ser o local onde nasceu o Made in Italy, a partir de hoje reacende seu luminoso caminho ao estilo. Tentei repeitar ao máximo esse ambiente, sem usar luzes especiais. É um sonho pensar que desde hoje Florença monstrou ser a capital da moda masculina. Hoje abrimos as portas desta sala maravilhosa esperando que outras marcas também desfilem aqui", afirmou Ricci, emocionado.   


"Nós esperamos que não seja um evento único. É um verdadeiro renascimento, após uma pausa de 35 anos, agora sim voltaram os desfiles" no espaço, diretor da Gallerie degli Uffizi, Eike Schmidt. (ANSA)
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