Conheça a ex-miss que pode ficar cega após ataque com ácido

RIMINI, 13 JAN (ANSA) - Gessica Notaro, de 28 anos, tornou-se mais um símbolo da luta contra a violência de gênero na Itália, crime que matou mais de 50 mulheres no país ao longo de 2016, desde crianças a idosas.   

Na última terça-feira (10), Notaro foi internada em estado gravíssimo em um hospital de Cesena, no leste da península, após ter sofrido um ataque com ácido de seu ex-namorado, um cidadão de Cabo Verde, na África, chamado Jorge Edson Tavares, de 29 anos.   

A vítima teve queimaduras profundas no rosto, principalmente na região dos olhos, e corre o risco de perder a vista. Notaro é originária de Rimini, na Emilia-Romana, e foi eleita miss dessa região setentrional do país em 2007, mesmo ano em que foi finalista do Miss Itália.   

Depois dos concursos, ela passou a trabalhar como adestradora de leões-marinhos em um aquário de Rimini e chegou a ter experiências televisivas na emissora pública Rai e na rede privada Mediaset, de propriedade do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.   

Aos investigadores, acusou o ex-namorado de ter jogado ácido em seu rosto na porta de sua casa, embora o cabo-verdiano jure inocência. Segundo Tavares, no momento do crime ele estava com outra mulher na cidade vizinha de Cattolica. Enquanto isso, o suspeito cumpre prisão preventiva em uma penitenciária da região.   

Em agosto passado, ele foi denunciado por maus-tratos e proibido de chegar a menos de 50 metros da suposta vítima. Além disso, foi acusado de ter ameaçado conterrâneos que vivem na Itália.   

Segundo o último boletim médico do hospital Bufalini, em Cesena, o estado de saúde da ex-miss teve uma leve melhora, mas ela ainda corre o risco de ficar cega.   

O caso Notaro remete ao episódio envolvendo Lucia Annibali, mulher que teve o rosto desfigurado por um ataque com ácido ordenado por seu ex-namorado Luca Varani, condenado a 20 anos de prisão em maio passado.   

A agressão ocorreu em abril de 2013, na cidade de Pesaro, também no leste da Itália, e foi executada por dois cidadãos albaneses que tinham sido contratados por Varani. Annibali havia terminado meses antes sua relação com o companheiro, após ter descoberto que ele tinha um caso e esperava um filho de outra.   

Os dois albaneses, Altistin Precetaj e Rubin Talaban, foram sentenciados a 12 anos de cadeia. (ANSA)
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