Trump promete investigação sobre hackers em até 90 dias

ROMA, 13 JAN (ANSA) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu apresentar em um prazo de 90 dias um relatório completo sobre os suspostos casos de hacker e espionagem que têm causado alvoroço no país na última semana. Em postagens hoje (13) no Twitter, o magnata republicano voltou a falar sobre a veiculação de "notícias falsas" e sugeriu que foi alvo de um complô de seus "oponentes políticos, tanto democratas quanto republicanos", e de um "espião falido que tem medo de ser processado". "Meu povo terá um relatório completo sobre hacking dentro de 90 dias!", escreveu o vencedor das eleições de novembro à Casa Branca.   

Trump, que tomará posse no próximo dia 20, tem negado veementemente que a Rússia tenha informações comprometedoras sobre sua vida pessoal, como vídeos de orgias com prostitutas durante viagens que fizera a Moscou quando ainda não era candidato. A possibilidade da Rússia possuir um "dossiê" contra Trump para chantageá-lo foi levantada em um relatório escrito pelo ex-agente britânico do MI6 Christopher Steele, de 52 anos, que atualmente é proprietário da consultoria Orbis Business Intelligence. Em um estudo de 35 páginas que chegou a ser apresentado pelo FBI a Trump e ao presidente dos EUA, Barack Obama, o britânico, que trabalhou por 20 anos em Moscou, afirmava que o governo russo possui uma série de dados sobre Trump. Esse relatório veio à tona nesta semana através da rede CNN e do site Buzzfeed. A Rússia negou que esse dossiê contra Trump exista, enquanto o republicano acusou a mídia de publicar "notícias falsas" e se recusou a responder a um repórter da CNN durante uma coletiva de imprensa.   

Mas, em meio à esta crise, Trump mudou o tom contra Moscou e admitiu pela primeira vez que hackers russos poderiam estar envolvidos em ataques contra computadores do Partido Democrata durante a campanha eleitoral no ano passado. Segundo ele, equipamentos do Partido Republicano também teriam sofrido uma tentativa de espionagem. A declaração vai na contramão da postura adotada pelo magnata durante toda a eleição, que era de amizade com o líder russo, Vladimir Putin, e de possível reaproximação entre Washington e Moscou. (ANSA)
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