Divorciada, italiana mora em aeroporto com 300 euros ao mês

Em Palermo

Divorciada e desempregada, uma italiana de 59 anos morou por nove meses no aeroporto de Punta Raisi, em Palermo.

A mulher, cuja identidade foi mantida em sigilo pelos serviços sociais do país, recebe 300 euros de pensão do ex-marido, quantia que não a permite nem alugar um imóvel. Nesta situação, ela escolheu o aeroporto internacional de Falcone-Borsellino para viver, até que a polícia tomou conhecimento do caso e o repassou para as autoridades.

Hoje, a mulher recebe assistência em albergue gerenciado pela cooperativa LiberaMente em uma propriedade confiscada da máfia.  

Durante sua "estadia" no aeroporto, a italiana costumava pagar a diária de um quarto de "hostel" duas vezes por mês para tomar banho e dormir em uma cama - se sobrasse dinheiro.

"Encontrei uma família no aeroporto. Pessoas que me acolheram, me ajudaram com uma palavra de conforto, o que não recebi nem da minha família verdadeira", relatou a italiana à imprensa.

Em meio aos quatro milhões de passageiros que trafegam pelo aeroporto todos os anos, a italiana, com suas roupas sempre alinhadas, não deixou a administração local perceber de que se tratava de uma pessoa em condições financeira e sem moradia.

"Ela nunca criou problemas. As suas boas maneiras, dignas, não levantaram suspeitas de que estivesse em tão sérias dificuldades", contou Antonio Coccia, representante do serviço social local.

"A minha história vai virar um livro. Peço justiça. Dois advogados estão me ajudando, porque sofri muita maldade nestes últimos anos", desabafou a mulher.

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