Berlim quer recall de 3 modelos da FCA por suposta fraude

BERLIM, 16 JAN (ANSA) - O governo alemão quer que a União Europeia exija um recall dos modelos Fiat 500, Doblò e Jeep Renegade, produzidos pela Fiat Chrysler Automobiles (FCA), pela suposta fraude em testes ambientais, informou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha nesta segunda-feira (16).   

O representante do governo deu uma coletiva de imprensa sobre o caso após o ministro de Transportes, Alexander Dobrindt, sugerir que o bloco econômico apurasse supostas violações da empresa italiana.   

Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia para a Indústria, Lucia Caudet, informou que "nós pedimos repetidamente para que a Itália apresente respostas convincentes o mais rápido possível".   

"O tempo está acabando porque queremos concluir as discussões sobre a Fiat em breve", acrescentou Caudet.   

De acordo com fontes, a Comissão Europeia está buscando uma data para marcar uma reunião entre italianos e alemães para solucionar a questão.   

O ministro dos Transportes da Itália, Graziano Del Rio, voltou a rebater o governo alemão de que tinha conhecimento sobre essa suposta fraude.   

"Não há dispositivos ilícitos comprovados. Os alemães disseram que, entre os dispositivos legais, há alguns componentes anormais, mas nós dissemos que isso não é assim. São as autoridades de homologação de cada país que decidem se um dispositivo é lícito ou não. Não falamos nada sobre a Volkswagen [...]. Como nós respeitamos eles, eles devem nos respeitar", disse Del Rio nesta segunda.   

Já o ministro do Meio Ambiente, Gian Luca Galletti, usou sua conta no Twitter para se manifestar sobre o caso. "Sobre as emissões dos carros a Itália não aceita lições: rigor e transparência a partir do caso da Volkswagen, compromisso da UE é um teste sobre a estrada de 2017", escreveu.   

Os dois ministros italianos se referiam ao escândalo envolvendo a montadora alemã no fim de 2015, quando a Volks admitiu ter usado um software para burlar testes ambientais nos EUA e na Europa.   

- Entenda o caso: No dia 12 de janeiro, a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos notificou a FCA sobre possíveis violações da legislação do país sobre poluição do ar. Segundo a entidade, a FCA teria utilizado um software instalado em motores a diesel para realizar emissões de poluentes mais elevadas que o permitido nos EUA. As suspeitas dizem respeito a 104 mil automóveis modelo Dodge Ram e Jeep Grand Cherokee. No dia seguinte, a agência "Bloomberg" divulgou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos já estaria investigando a Fiat Chrysler e até avaliando a possibilidade de abrir uma ação penal contra o grupo. O CEO da FCA, Sergio Marchionne, já havia considerado a hipótese de um inquérito por esse ser o procedimento padrão do Departamento após denúncias da EPA. O executivo nega as acusações e afirma que ninguém na empresa seria "estúpido a ponto de tentar montar um software ilegal". (ANSA)
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