Berlusconi promete candidatura em próxima eleição na Itália

ROMA E SÃO PAULO, 16 JAN (ANSA) - Aos 80 anos de idade, o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi voltou a admitir que pode encabeçar uma candidatura para o governo do país nas próximas eleições. Em entrevista à imprensa local publicada ontem (15), Berlusconi, líder da legenda de centro-direita Forza Italia, defendeu a convocação de novas eleições para preencher o vácuo deixado pela renúncia de Matteo Renzi, do Partido Democrático (PD), em dezembro. "Sou otimista por natureza e, além disso, acredito na justiça.   

Considero minha candidatura ainda mais provável e absolutamente desejada pelo interesse da democracia e da Itália", disse o ex-premier. Berlusconi, porém, assim como a maioria dos partidos opositores na Itália, defende uma nova Lei Eleitoral, já que a atual foi considerada inconstitucional pela Justiça. Após a renúncia de Renzi, que perdeu um referendo sobre reforma política, um novo governo foi formado pelo ex-chanceler Paolo Gentiloni com o objetivo de gerir o país até que a nova lei eleitoral seja aprovada e entre em vigor. "Nas próximas eleições administrativas, espero que a centro-direita seja capaz de se apresentar unida em todas as cidades importantes. Nós estamos prontos para apoiar os ótimos prefeitos do Forza Italia, da Liga Norte ou dos Irmãos da Itália, mas isso não pode significar a contorção do nosso papel político", disse Berlusconi. "Nós somos liberais, católicos, reformistas e, com estes valores, queremos voltar ao governo do país", acrescentou o ex-premier, que este no poder em três ocasiões, sendo a última entre 2008 e 2011, e que já foi alvo de uma série de processos judiciais, condenações e escândalos sexuais. "Espero que Renzi tenha entendido a lição. O líder do PD gozou de uma credibilidade e uma aprovação muito alta no começo.   

Acreditavam que ele fosse um sincero reformador e que quisesse verdadeiramente renovar a Itália. Mas ele desperdiçou esse patrimônio com um comportamento inadequado", criticou Berlusconi. "Acho que ele também pagou o preço da falta de experiência", alfinetou, referindo-se ao jovem líder do PD, de 42 anos.   

Ontem, uma longa entrevista com Renzi também foi publicada pela imprensa italiana, na qual o ex-premier prometeu relançar seu partido baseado nas "lições que aprendeu com os erros" de seu governo. (ANSA)
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