Com Zegna, Semana de Moda de Milão vai do amor à perversão

MILÃO, 16 JAN (ANSA) - A Semana de Moda Masculina de Milão, que começou no dia 13 de dezembro, teve um final de semana repleto de tendências e de opostos. O evento foi do "amor" da Ports 1961 à "perversão" da Ermenegildo Zegna.   


O tradicional desfile de Milão ocorreu no mesmo dia que outro evento importante, a Pitti Uomo, terminou em Florença. Os eventos consecutivos de moda masculina na Itália, inauguram o ano do mundo fashion com a apresentação das tendências de 2017. A primeira coleção de inverno/outono 2017-18 foi da marca Ports 1961, que sinalizou um "remember" com o minimalismo do workwear do início dos anos 1990, e se mostrou mais jovial em relação às outras coleções. Chamada "Exército do Amor", a coleção trouxe casacos com a palavra "amor" em várias línguas e camisetas com corações anatômicos bordados. No entanto, as atenções realmente se voltaram para a marca italiana Ermenegildo Zegna. As técnicas artesanais de costura em cortes modernos marcaram o retorno da direção criativa de Alessandro Sartori, que propôs uma linha audaciosa de "perversão extrema" - como o próprio diretor criativo definiu à imprensa. A representação mais alta de estilo no mundo da moda permanece sendo a "couture", a criação exclusiva de uma peça única, que a Zegna utilizou como inspiração para o desfile. Sartori aplicou técnicas e trabalhos das décadas de 1940 e 1950 para reavivar materiais tidos como "pobres", como usar a lã espessa ou a fibra de alpaca em um cashmere fino e calças clássicas com elásticos no tornozelo. No Hangar Bicocca, o desfile da Zegna foi "multigeracional" e "multiétnico", com um casting de modelos de todo o mundo, dos 20 aos 60 anos, porque "a elegância não há idade" - slogan que ficará ao cargo de Roberto de Niro representar na próxima campanha publicitária da maison. Ainda durante o final de semana, a grife de roupas masculinas sociais Corneliani apostou na tecnologia para apresentar sua coleção outono/inverno 2017-18: em quatro vídeos de um minuto e meio, diretores emergentes foram convidados para registrar a versalidade da marca. O renascimento da maison italiana Marni também era um evento esperado. Isso porque, após 15 anos de criação, sua fundadora e diretora artística desde sempre, Consuelo Castiglioni, saiu em outubro de 2016, deixando o cargo nas mãos de Francesco Risso. A coleção considerada um código binário - sistema de informática que com apenas dois números resultam milhares de combinações diferentes - misturou instinto e modernidade nas peças com xadrez, estampas geométricas e combinações de cores vivas. Além da sensação de conforto que deram os casacos oversized de pelos e as calças acolchoadas. Outras marcas dividiram os salões de Milão e a exibição das principais grifes da alta-costura, como a Prada, Versace, Fendi e Armani, ocorre no último dia de evento, na próxima terça-feira (17).   


Vivienne Westwood, Bottefa Veneta, Calvin Klein e Gucci ficaram fora do evento pois optaram por apresentar a coleção feminina e masculina ao mesmo tempo, no próximo mês. (ANSA)
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