Com Trump, Rússia admite levar EUA a conversas sobre Síria

MOSCOU, 17 JAN (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta terça-feira (17) que cogita convidar representantes do novo governo dos Estados Unidos para as negociações de paz na Síria, que começarão no próximo dia 23 de janeiro, em Astana, capital do Cazaquistão.   

As tratativas são resultado do cessar-fogo vigente desde 30 de dezembro - apesar das constantes denúncias de violação - e foram mediadas por Moscou, pela Turquia e pelo Irã, ignorando Washington, que, sob o comando do presidente Barack Obama, apoia grupos rebeldes e defende a deposição de Bashar al Assad.   

No entanto, Lavrov indicou que a situação pode mudar com a chegada do republicano Donald Trump à Casa Branca. "Consideramos oportuno convidar às negociações de Astana sobre o conflito sírio os representantes da nova administração americana e da ONU", disse o chanceler.   

Por outro lado, o ministro acusou "alguns países europeus" de torcerem pelo fracasso das negociações entre rebeldes e o regime de Assad porque se sentem "deixados de lado". "Espero que algumas nações ocidentais não tentem minar esse acordo de propósito. Contamos que vença uma abordagem responsável, não o desejo de se vingar", acrescentou. Lavrov não citou o nome de nenhum país.   

Fruto da Primavera Árabe, a guerra civil na Síria já dura quase seis anos e deixou mais de 300 mil mortos. (ANSA)
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