Demolição de casas de palestinos em Israel acaba em 2 mortes

TEL AVIV (ANSA) - O vilarejo de Umm Al-Hiran, no deserto de Negev, amanheceu nesta quarta-feira, dia 18, com tensões entre palestinos e israelenses que deixaram duas pessoas mortas e dezenas de feridas.   

Os confrontos entre forças policiais israelenses e moradores palestinos da vila beduína aconteceram após a demolição de 14 casas na área, que eram consideradas ilegais pelos oficiais.   

De acordo com a polícia, um homem, que poderia ser "um terrorista islâmico", tentou atropelar os oficiais em um carro e, por isso, foi morto a tiros. Além disso, um dos policiais que foi atingido pelo veículo, Erez Levy, de 37 anos, acabou morrendo pelos seus ferimentos.   

"Um carro dirigido por um terrorista do movimento islâmico tentou atropelar um número de oficiais e perpetrar um ataque", disse em um comunicado o porta-voz da polícia local, Mickey Rosenfield. No entanto, essa versão foi contestada pelos moradores da vila, que disseram que o palestino morto era Yaakub Abu al-Qiyan, um professor que estava dirigindo para o local com o objetivo de conversar com os policiais sobre as demolições e que, quando começou a ser alvo de disparos, perdeu o controle do carro.   

Um vídeo gravado pelo helicóptero da polícia que estava no local confirma essa hipótese. "A narrativa de Israel é uma mentira.   

Ele era um professor de uma escola. Ele não tinha nenhuma ligação com o Movimento Islâmico, ele estava no carro e os policiais atiraram nele de todos os lados", disse Raed Abu al-Qiyan, um ativista da vila à "AFP". Além disso, outro palestino ficou ferido. Ayman Odeh, político que lidera a Joint List, coalizão formada principalmente por partidos árabes e que é o terceiro de maior destaque do Knesset, o Parlamento israelense.   

A demolição de casas de beduínos na região é bastante comum para o governo de Israel, que afirma que as residências são construídas ilegalmente. No entanto, os moradores das vilas dizem que é praticamente impossível conseguir permissões para construir nos terrenos e que os israelenses são privilegiados, recebendo tratamento preferencial.   

No começo deste mês, por exemplo, 11 edifícios palestinos também considerados ilegais foram demolidos em Qalansawe, perto de Tel Aviv. A dificuldade de conseguir uma permissão para construir uma casa e a demolição de várias que já saíram do papel gera uma superlotação dos vilarejos e um grande deslocamento de palestinos em Israel e no oeste de Jerusalém. (ANSA)
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