Grife italiana Fendi lança coleção baseada no otimismo

MILÃO, 18 JAN (ANSA) - Por Gioia Giudici - "Acreditávamos em tantas coisas que desabaram, mas os valores fundamentais, esses não mudam nunca". Silvia Venturini Fendi está tão convicta disso que transformou as palavras "esperança", "amor" e "confiança" no slogan da coleção masculina da Fendi para o próximo inverno.   


No cartaz que reúne as imagens do nascimento da coleção, um aforismo de Ernest Hemingway diz: "Antes de agir, ouça. Antes de gastar, ganhe. Antes de reagir, pense. Antes de criticar, espere. Antes de desistir, tente".   


"Para mim, essas palavras são um mantra de vida, são todas as coisas que procuro colocar em prática, são as regras simples e úteis para enfrentar 2017, que será um ano de muito empenho, de grandes mudanças. Porque o mundo é veloz, basta pensar na Brexit ou no fim da globalização", afirma a estilista.   


E nessa confusão mundial, a dona da grife sintetiza: "Se você aplicar as regras fundamentais, dificilmente você errará: simples banalidades servem para enfrentar esses momentos complexos. Já que os problemas dos outros são nossos problemas também, não se pode olhar para o outro lado".   


Entre os valores primordiais de Silvia, está a solidariedade, sentimento que impulsionou a maison a doar à cidade de Roma uma obra de arte contemporânea - a escultura "Foglie di pietra", de Giuseppe Penono - e duas árvores de bronze que somam 11 toneladas.   


"A escultura demonstra o trabalho que estamos fazendo como forma de solidariedade por Roma, que está vivendo um momento difícil", declara a estilista, fazendo referência às crises enfrentadas pela capital, inclusive na política. É preciso, apesar de tudo, olhar para frente com otimismo e um pouquinho de ironia. Como a nova coleção da Fendi, com peças essenciais, leves e performáticas, acessórios de cores fortes e escritas como "Trust" ("Confiança") ou "Yes" ("Sim"). A nova parka da coleção é feita de nylon acolchoado, com bolsos de pele de carneiro e forro de seda listrada. As camisetas são do tipo "ciclista", e as calças, macias como de moletom, foram suavizadas com tiras alaranjadas, assim como o bomber em gabardine cáqui, com o interior em laranja vivo.   


Nessa coleção, há todas as peças fáceis que Silvia Fendi considera indispensáveis para o homem de hoje: uma casaco-capa com capuz que permite enfrentar o vento e a chuva, belas calças de jersey, mas com coz alto que se fecha por um elástico, e um sneaker com meia integrada. Para trabalhar ou ir para a universidade de bicicleta, calças de nylon tipo "de esqui" em um tom azul-céu, com um moletom vermelho de zíper, um sobretudo de botões e a mochila com a escrita "Think Fendi" ("Pense Fendi").   


Cheios de cor e ironia, os acessórios em amarelo e azul e os chinelos de piscina com pele de carneiro levam o logo da marca.   


"Logotipo que, para mim", diz a designer, "é uma palavra com um significado importante porque abrange 100 anos de uma história bonita". (ANSA)
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