Obama defende sanções à Rússia e pede respeito à soberania

ROMA, 18 JAN (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi questionado nesta quarta-feira (18), durante a última coletiva de imprensa à frente da Presidência, sobre a fala de Donald Trump de que poderia aliviar as sanções econômicas contra a Rússia.   

Ele ressaltou que as medidas foram tomadas por causa da "invasão" russa na Ucrânia - e não por qualquer outro motivo. "Duas coisas: a primeira é temos uma relação construtiva com a Rússia, onde nossos interesses se sobrepuseram, nós trabalhamos juntos. Tentei trabalhar com o presidente e o governo da Rússia, ajudando-os a diversificar a economia, melhorar a economia", ressaltou.   

No entanto, ele afirmou que desde que Vladimir Putin "entrou na Presidência um sentimento anti-americano tem sido fomentado e as relações internacionais ficaram dando a entender que os EUA tenham feito mal para Rússia - retornando a um espírito de inimizade que existiam na Guerra Fria".   

"A segundo é que quando a Rússia entrou na Crimeia, na Ucrânia, nós impusemos as sanções não por causa de poder nuclear, mas por invadir a soberania de um país E eu falei a eles que 'quando vocês pararem com isso, nós tiramos a sanções'. Não podemos confundir o porquê das ações foram impostas", ressaltou.   

Obama ainda foi questionado sobre uma "corrida nuclear" entre Trump e Putin e ele respondeu que "assinou um decreto para reduzir a quantidade de armas nucleares, mas eles não quiseram negociar". "Se Trump quiser entrar nessas negociações, acho que há muito espaço para negociar", acrescentou.   

Reforçando sua posição de manter as sanções, o mandatário ressaltou que "os países poderosos não podem invadir os menos poderosos". "Esse é um exemplo de um papel vital que os EUA tem que lidar, com normas básicas, como o respeito aos direitos humanos. Os EUA nem sempre foram perfeitos nesses aspectos com nossos aliados, mas posso lhes dizer que em todo o G20, G7, em um ambiente multilateral, os EUA têm estado do lado certo dos assuntos e queremos continuar assim", finalizou. (ANSA)
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