Avalanche na Itália dizimou famílias e destruiu casais

ASCOLI PICENO E TERNI, 19 JAN (ANSA) - A avalanche que destruiu o hotel Rigopiano, resort de montanha situado no maciço de Gran Sasso, centro da Itália, atingiu sobretudo casais de turistas e famílias que passavam as férias de inverno na cordilheira dos Apeninos.   

Provavelmente causado pela série de terremotos da última quarta-feira (18), o deslizamento de neve matou pelo menos três pessoas e deixou cerca de 30 desaparecidos, e são poucas as esperanças de encontrar alguém ainda com vida.   

Um dos dois sobreviventes até o momento, Giampiero Parete, 38 anos, foi o responsável por dar o primeiro aviso sobre a avalanche e só escapou porque tinha ido até seu carro. "Então chegou a avalanche. Fiquei encoberto pela neve, mas consegui sair e esperei no carro até a chegada do socorro", diz.   

Morador da cidade de Montesilvano, situada a 45 km do hotel, Parete foi internado em estado de hipotermia, mas passa bem. Sua esposa e seus dois filhos estão desaparecidos. A seu chefe, o dono de restaurante Quintino Marcella, o sobrevivente relatou que todos os hóspedes já haviam fechado suas contas no Rigopiano por causa dos terremotos.   

"Estavam prontos para ir embora assim que chegasse o limpa-neve.   

Disseram a ele que o equipamento chegaria às 15h [horário local], mas a chegada foi adiada para 19h. Já tinham até feito as malas, todos os clientes queriam ir embora", relata Marcella.   

Ele recebeu uma ligação desesperada de Parete às 17h40, quase três horas depois do primeiro horário previsto para o limpa-neve.   

Mas sua família não é a única destruída pela avalanche. Domenico Di Michelangelo, de 41 anos e policial em Osimo, em Marcas, está soterrado ao lado de sua esposa, Marina Serraiocco, 37, e do filho de sete. Apenas essa região da Itália, que é vizinha a Abruzzo, onde fica o Rigopiano, contabiliza sete desaparecidos.   

Além da família de Osimo, os socorristas buscam os marquesões Emanuele Bonifazi (31), funcionário do hotel; o casal Marco Vagnarelli e Paola Tomassini, de Castignano; e Marco Tanda (25), morador de Macerata. Este último estava com a namorada, a também desaparecida Jessica Tinari (24), de Abrruzo.   

"Trocamos mensagens no WhatsApp, ele me escreveu que estavam para partir, mas houve atrasos por causa da neve. Havia 10 carros em fila esperando a liberação da estrada", disse à ANSA Fulvio Vagnarelli, irmão de Marco Vagnarelli.   

Entre os desaparecidos, também há um casal de Castel Frentano (Abruzzo), Luciano Caporale, 54, e Silvana Angelucci, 46; e outro funcionário do Rigopiano, Alessandro Riccetti, 33. A avalanche sobre o hotel foi tão forte que não sobrou quase nada da estrutura, e colchões foram achados a centenas de metros de distância do local da hospedagem.   

O Rigopiano ficava no coração do Parque Nacional do Gran Sasso, a 1,2 mil metros de altitude. Sua cidade, a pequenina Farindola, de 1,5 mil habitantes, se situa na província de Pescara, na região de Abruzzo, menos de 100 km a leste da província de Áquila, onde foram registrados os epicentros dos terremotos de quarta-feira. (ANSA)
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