Conheça os desafios de Donald Trump na Presidência dos EUA

SÃO PAULO, 20 JAN (ANSA) - Após derrotar a democrata Hillary Clinton nas eleições norte-americanas, o magnata republicano Donald Trump tomará posse como o 45º presidente dos Estados Unidos nesta sexta-feira (20), e enfrentará uma série de desafios durante seu mandato.   

Com a taxa de popularidade mais baixa em 40 anos, Trump terá a China, Rússia, além da luta pelo terrorismo, as desigualdades sociais e o Supremo pela frente.   

Desde que venceu a eleições à Casa Branca, em 8 de novembro, o magnata republicano tem prometido mudanças drásticas na política externa norte-americana, como uma reaproximação com a Rússia, uma renegociação comercial com a China - além de contatos com Taiwan - uma forte oposição aos acordos climáticos, uma política imigratória restritiva e atitudes duras contra o Irã.   

No entanto, esses assuntos não dependem apenas de Trump e terão que ser aprovados pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, além das agências do governo e do próprio Congresso dos Estados Unidos.   

Considerado uma figura importante no mercado econômico do país, Trump é dono de uma das maiores empresas imobiliárias dos EUA.   

Durante sua campanha, ele argumentou que os acordos comerciais internacionais prejudicaram os trabalhadores norte-americanos e a competitividade do país.   

Além disso, Trump prometeu uma relação mais áspera com a China, retirar o país da Parceria Transpacífica (TPP), que ainda não foi finalizada, e renegociar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta) entre México, Estados Unidos e Canadá, em vigor desde 1994.   

Com uma trajetória polêmica, Trump está envolvido em diversos escândalos. Suas declarações populistas e anti-imigrantes atraíram os eleitores da ala ultra-conservadora dos republicanos.   

Durante sua campanha prometeu construir um muro na fronteira com o México, deportar milhões de imigrantes e proibir a imigração que foi "comprometida pelo terrorismo", o que será um grande desafio para enfrentar.   

Na saúde pública, Trump se comprometeu em descartar o plano de do presidente, Barack Obama, conhecido popularmente como Obamacare, e substituí-lo por outro que daria aos Estados um controle maior sobre o plano para usuários de baixa renda.   

No entanto, ele poderá ter dificuldade para conseguir a aprovação do Congresso e terá que lidar com uma reação pública já que o plano foi um beneficio para milhões de pessoas.   

O presidente eleito prometeu fazer cortes de impostos profundos e ao mesmo tempo proteger programas de saúde e de aposentadoria mais populares. No contexto global, as mudanças propostas por Trump podem impactar outros países e tornar o mundo mais instável. (ANSA)
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