Obama deixa legado importante depois de 8 anos de governo

SÃO PAULO, 20 JAN (ANSA) - Após oito anos à frente dos Estados Unidos, Barack Obama deixará a Presidência da maior potência mundial nesta sexta-feira (20), quando o magnata republicano Donald Trump assumirá a Casa Branca, Ao longo de seu governo, Obama obteve conquistas importantes como a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o resgate da indústria automobilística, a recuperação da economia, inclusive a retomada de valores como democracia, respeito racial, liberdade e igualdade.   

Durante seu primeiro mandato, Obama sancionou propostas de estimulo econômico e outras iniciativas em resposta à grande recessão e à crise financeira que o país vivia.   

Além disso, Obama aprovou e sancionou a Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente, projeto este que passou a ser chamado de "Obamacare". No entanto, o programa ainda hoje divide republicanos e democratas. Até o presidente eleito, Donald Trump, já afirmou que a reforma do sistema de saúde "em breve ficará na história".   

Na política externa, o presidente ordenou o fim do envolvimento norte-americano na guerra do Iraque, mantendo apenas os ataques contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), mas também aumentou a quantidade de tropas no Afeganistão. O acordo nuclear com o Irã foi um dos principais objetivos do líder dos Estados Unidos, que foi firmado em julho de 2015, após 20 meses de negociações.   

O norte-americano ainda assinou tratados de controle de armas com a Rússia, autorizou uma intervenção armada na guerra civil da Líbia e ordenou uma operação militar no Paquistão, que resultou na morte de Osama bin Laden. A operação foi conduzida em total sigilo.   

Bin Laden era o homem mais procurado pelos Estados Unidos desde o atentado às torres gêmeas em Nova York, em 11 de setembro de 2001.   

Durante o seu segundo mandato, Obama ainda defendeu a igualdade LGBT, legalizando o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, ele obteve uma vitória considerada histórica com a retomada das relações diplomáticas com Cuba depois de meio século de rompimento. Em julho de 2015, Obama e Raúl Castro anunciaram que os dois países reabriram suas respectivas embaixadas em Washington e Havana. Durante as negociações, o papa Francisco foi um dos principais apoiadores da retomada das relações.   

No entanto, uma de suas maiores promessas nas duas campanhas, o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba, não foi cumprida.   

Apesar de reduzir drasticamente o número de detentos, o local ainda abriga pessoas suspeitas de atos de terrorismo contra a nação. Outro ponto negativo foi ainda permanecer no Iraque, mesmo prometendo o fim dos combates, e não conseguir derrotar os terroristas do EI, que se tornaram a maior ameaça terrorista do mundo durante seus dois mandatos.   

Barack Obama se tornou o 44º presidente dos Estados Unidos sob a bandeira da esperança e a expectativa de agir, como diria 11 meses depois ao receber o Nobel da Paz, para tornar a história mais justa.   

Nesta sexta-feira (20), Obama, que encerra seu mandato, voltou a agradecer os norte-americanos "por tudo o que eu aprendi com vocês", em carta de despedida.   

O democrata disse querer compartilhar com seus cidadãos as experiências do seu mandato e fornecer "uma pequena vivência" ao republicano Donald Trump.   

"Antes de deixar minha mensagem para nosso 45º presidente, quero dizer um obrigado final pela honra de servir como seu 44º.   

Porque tudo o que eu aprendi aqui, foi por vocês. Vocês me fizeram um presidente melhor e um homem melhor", disse.   

Obama ainda citou a crise economia de 2008, os momentos de luto nas visitas às famílias das vítimas de tragédias, e seu legado , como a lei de reforma da saúde, a aprovação do casamento gay, além dos avanços na ciência e da formação de novas tropas.   

"Eu vi vocês, o povo norte-americano, em toda sua decência, determinação, bom humor e generosidade. E, em suas ações diárias de cidadania, vi nosso futuro desflorando".   

Por fim, fez um chamado aos cidadãos que façam seu trabalho de cidadãos diariamente e disse que estará com ele "em cada passo de seu caminho". E finalizou com "sim, nós podemos", slogan de sua campanha de 2008.   

"E, quando a roda do progresso pareça lenta, lembrem-se: a América não é o projeto de uma pessoa só. A palavra simples mais poderosa em nossa democracia é "Nós. Nós, o povo. os podemos superar", finalizou Obama. (ANSA)
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