Procuradoria de Roma pede prisão de 2 ex-dirigentes do IOR

ROMA, 20 JAN (ANSA) - O procurador de Roma, Stefano Rocco Fava, pediu nesta sexta-feira (20) a condenação do ex-diretor-geral do Instituto para Obras da Religião (IOR) Paolo Cipriani e de seu vice à época, Massimo Tulli, por omissão ligadas à operações consideradas suspeitas na entidade.   

De acordo com a Procuradoria, a omissão dos dirigentes culminou, em 2010, em um rombo de 23 milhões de euros, que depois foram restituídos à Santa Sé.   

"O IOR é um lugar onde escondiam dinheiro de proveniência ilícita. O instituto de crédito sempre se relacionou com os bancos italianos sem fornecer nenhum tipo de informação", disse Fava ao juiz.   

A investigação que deu início ao processo contra o Banco do Vaticano analisou que, por parte da entidade, houve falta de respeito às normas contra a lavagem de dinheiro com particular referência ao pedido do Credito Artigiano, em uma transferência de 23 milhões de euros para o J.P. Morgan Frankfurt (20 milhões de euros) e ao Banco del Fucino (3 milhões de euros).   

"Cipriano e Tulli tinham dito que aquele dinheiro era de propriedade do IOR e não submetidos a terceiros. Mas, não é verdade e em 2014 os sucessores indicaram os nomes dos proprietários daquelas somas e, entre estes, não figurava o nome do IOR", acrescentou Fava.   

Os dois dirigentes foram alvo de um processo iniciado há cerca de dois anos pela Procuradoria de Roma para investigar se o Banco do Vaticano atuava com pessoas laicas e que nada tinham a ver com a Santa Sé ou a Igreja. Com isso, ele atuava como se fosse um banco comum, segundo a denúncia, sem autorização.   

Roma acusa o IOR de atuar por 40 anos sem autorização. O processo será retomado no dia 23 de fevereiro.   

Desde que assumiu o comando da Igreja Católica, o papa Francisco vem fazendo reformas nas instituições da entidade e o IOR presenciou uma série de afastamentos de seus diretores. (ANSA)
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