'Marcha das mulheres' reúne milhares contra Trump

WASHINGTON, 21 JAN (ANSA) - Milhares de mulheres se reúnem neste sábado (21) em cidades dos Estados Unidos e do mundo para protestar contra o presidente Donald Trump, que durante a campanha eleitoral foi acusado de sexismo e machismo.   

A maior manifestação acontece na capital norte-americana, Washington, e começou no parque National Mall. "Todas estamos sob ataque, e só nós podemos nos proteger. Fiquemos unidas, marchemos juntas, pelos próximos quatro anos", afirmou a atriz America Ferrera. Outras estrelas presentes na marcha são Scarlett Johansson, Ashley Judd e Michael Moore.   

Ainda não há dados sobre o número de participantes, mas as organizadoras do ato esperam promover uma das maiores mobilizações da história do país. Na última sexta-feira (20), poucas horas após a posse de Trump, a capital já havia registrado protestos contra o republicano, que terminaram em violência e com mais de 200 prisões.   

A "marcha das mulheres" também acontece em Nova York, cidade natal do presidente, onde a manifestação começou no palácio da Organização das Nações Unidas (ONU) e segue rumo à Trump Tower, sede do império do magnata. No protesto em Boston, é esperada uma intervenção da senadora democrata Elizabeth Warren.   

"Obrigado por falarem e marcharem por nossos valores. Importante como nunca. Eu verdadeiramente acredito que nós sempre seremos mais fortes juntas", disse a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, derrotada por Trump na eleição presidencial.   

Mas os protestos não ficaram restritos às fronteiras norte-americanas. Marchas contra o republicano foram registradas em Paris, Bordeaux, Marselha, Montpellier e Estrasburgo (França), Belgrado (Sérvia), Berlim (Alemanha), Sydney (Austrália), Atenas (Grécia), Londres (Reino Unido) e Roma e Florença (Itália).   

Nesta última, o ato reuniu sobretudo cidadãos norte-americanos residentes na Toscana, incluindo muitos estudantes das universidades florentinas. "É um fascista que obteve 60 milhões de votos de 320 milhões, ele não nos representa", declarou o professor John Gilbert, da Universidade de Florença.   

Em outubro do ano passado, foi divulgado um vídeo que mostrava o republicano se referindo de maneira ofensiva às mulheres e dizendo que era possível fazer qualquer coisa com elas "quando se é famoso". "Elas deixam você fazer qualquer coisa. Pegá-las da maneira como quiser. Pegá-las pela buc...", afirmou. A gravação é de 2005 e registra uma conversa no banheiro com o apresentador Billy Bush.   

Cerimônia - Durante o protesto em Washington, Trump e a primeira-dama, Melania, estavam na Catedral Nacional para uma celebração ecumênica, o último evento do ritual de posse do presidente dos Estados Unidos.   

No fim da última sexta-feira, em seus primeiros minutos na Casa Branca, o mandatário assinou um decreto que "reduz o peso econômico e regulatório" do Obamacare, programa de saúde criado por Barack Obama. A anulação da reforma foi uma das promessas de campanha do republicano. (ANSA)
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