Em encontro,Papa diz que dinheiro da máfia é 'ensanguentado'

CIDADE DO VATICANO, 23 JAN (ANSA) - O papa Francisco recebeu nesta segunda-feira, dia 23, no Vaticano, representantes da Direção Nacional Anti-máfia e Antiterrorismo (DNA) e pediu que os mafiosos consigam "mudar de vida".   

Durante o encontro, o Pontífice desejou que Deus tocasse "no coração dos homens e das mulheres das diversas máfias para que eles parem de fazer o mal, se convertam e mudem de vida".   

"O dinheiro dos trabalhos ilegais e dos crimes mafiosos é dinheiro ensanguentado e produz um poder perverso, e todos sabemos que o Diabo entra pelos bolsos, esta é a primeira corrupção", denunciou Francisco relembrando aos presentes que a máfia é uma "expressão de morte, é para se opor a ela e combatê-la" já que ela "se opõe ao Evangelho".   

A Máfia, a Camorra e a 'Ndrangheta "se aproveitam das carências econômicas, sociais e políticas, encontram um terreno fértil para realizar os seus deploráveis projetos", explicou o argentino, que também ressaltou que o terrorismo assume "um aspecto cosmopolita e devastante". O Papa também agradeceu o trabalho feito pela Direção Anti-máfia italiana. "Estou ciente do fato de que o trabalho que vocês desenvolvem também conta com o risco da sua vida, isso eu sei. E conheço também os outros riscos para vocês e para suas famílias.   

O modo mafioso de agir faz essas coisas", afirmou Jorge Mario Bergoglio.   

O Pontífice disse que o trabalho dos oficiais que os visitaram "pede um suplemento de paixão, de sentido de dever e de força de ânimo". "E da nossa parte, de todos os habitantes que se beneficiam do seu trabalho, um suplemento de apoio, de reza e de proximidade. Eu vos garanto que nós estamos muito próximos do seu trabalho e eu rezo por vocês", disse Francisco.   

O religioso argentino também ressaltou a importância, mais uma vez, da luta contra a corrupção e contra o tráfico de seres humanos, como o "contrabando de imigrantes". "A sociedade tem que ser curada da corrupção, das extorsões, do tráfico ilícito de drogas de armas e de seres humanos, entre os quais crianças, reduzidas à escravidão. São autênticas pragas sociais e, ao mesmo tempo, desafios globais que a coletividade internacional é chamada a enfrentar com determinação", afirmou o Papa. (ANSA)
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