Governo e rebeldes iniciam negociações para paz na Síria

MOSCOU, 23 JAN (ANSA) - O primeiro dia das negociações de paz entre o governo sírio e os rebeldes foi marcado por tensão e troca de acusações de ambas as delegações nesta segunda-feira (23).   

Os grupos estão em Astana, na capital do Cazaquistão, para tentar por fim aos mais de cinco anos de guerra civil na Síria e é a primeira vez que reuniões nesse nível estão sendo realizadas.   

O negociador do governo sírio, Bashar Jaafari, afirmou que o líder dos 15 grupos rebeldes que estão na mesa de conversas, Mohammed Alloush, foi "insolente" em seu discurso inicial e que quer "remover" diplomacia da questão. Para ele, a posição de Alloush é "ilegítima".   

"Também nós achávamos assim [que ele fosse um líder legítimo], até que ele entrou na sala de negociações e ouvimos a sua posição", disse Jaafari à agência de notícias russa "Interfax".   

Para ele, os rebeldes apoiam os terroristas do grupo Frente al-Nusra e "violaram os limites do acordo" válido a partir de 30 de dezembro.   

Já de acordo com a emissora "Al Jazeera", Alloush disse que para começar o processo de paz é preciso que o presidente Bashar al-Assad "saia de cena". "Os rebeldes são homens de paz, mas também cavaleiros de guerra", acrescentou acusando Damasco de também violar a trégua.   

O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, informou que o enviado das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, "será um mediador" das conversas em Astana.   

"Após uma breve pausa, as delegações continuarão os contatos de trabalho com a assistência da Rússia, e também a delegação do Irã ajudará nos contatos com o governo sírio, enquanto a delegação da Turquia ajudará De Mistura nos contatos com a oposição armada", informou Lavrov.   

Essas negociações estão sendo liderados por russos e turcos, com auxílio dos iranianos, desde o fim do ano passado. Os norte-americanos, que lideram a coalizão internacional com União Europeia, não participam dos debates.   

Segundo estimativas das organizações humanitárias, mais de 11 milhões de sírios precisaram abandonar suas casas durante os anos de conflito e outros 300 mil morreram na guerra. (ANSA)
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