Itália e UE voltam a discutir contas públicas

ROMA, 27 JAN (ANSA) - Roma e Bruxelas voltaram a protagonizar tensões nesta sexta-feira (27). O governo italiano tenta convencer a União Europeia (UE) de que não há necessidade para se preocupar com as contas públicas do país, mesmo que os gastos possam aumentar devido às catástrofes ocorridas recentemente, como os terremotos. Em Madri, o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, disse acreditar que a UE "não será cega e surda" diante da destruição que os terremotos provocaram no país desde agosto do ano passado. "Não há nenhuma instabilidade na Itália, mas sim, um governo que enfrentou o desafio de um referendo e que trabalha com continuidade com o governo anterior, que operou por dois anos, e que, além de fazer escolhas pragmáticas, escolhe fazer o que precisa ser feito. A Itália é um país estável que trabalha com continuidade com o governo precedente", disse Gentiloni. "Espero que a UE não ficará surda e cega diante de circunstâncias excepcionais", acrescentou. "Caso contrário, fará um péssimo serviço a si mesma". A Itália sofreu uma série de terremotos desde meados de agosto, os quais atingiram a região central do país e devastaram cidades inteiras, como Amatrice. Os últimos tremores de terra com magnitude superior a 5 graus na escala Richter foram sentidos no dia 18 de janeiro e provocaram uma avalanche, que soterrou um hotel de luxo em Pescara. Desde o ano passado, quando o governo ainda era guiado pelo então premier Matteo Renzi, que renunciou ao cargo em dezembro, a Itália tenta aprovar no Parlamento recursos para a reconstrução dos municípios atingidos. (ANSA)
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