Roma, Berlim e GB criticam proibição de Trump a refugiados

ROMA, 29 JAN (ANSA) - A juíza do Tribunal do Distrito Federal do Brooklyn, Ann Donnelly, suspendeu parcialmente na noite deste sábado (28) a proibição da entrada nos Estados Unidos de imigrantes vindos de sete países com maioria muçulmana.   

Donnelly proibiu que os refugiados que já estavam em solo norte-americano fossem expulsos do país porque isso causaria "um dano irreparável" aos Estados Unidos.   

Segundo a mídia norte-americana, já passa de uma centena - incluindo um bebê de 18 meses - a quantidade de pessoas presas em aeroportos por todo os EUA desde que Trump baixou uma lei proibindo que pessoas do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iêmen entrassem no país. A proibição atinge até mesmo aqueles que têm o chamado "green card", o direito de permanência no país já garantido pela Constituição.   

Por causa da proibição, o presidente do Irã, Hassan Rohani, anunciou uma restrição com base no princípio da reciprocidade.   

No entanto, se algum norte-americano tiver um visto válido para ir ao país, "será bem vindo", segundo o presidente. A medida não é retroativa.   

A noite de sábado também foi marcada pela presença de centenas de manifestantes que se reuniram no aeroporto JFK de Nova York para protestar contra a medida. Com cartazes pedindo que os refugiados pudessem entrar no país, eles gritavam palavras de ordem contra o presidente. "Sem banimento, sem muro", diziam os manifestantes.   

- Merkel, Gentiloni, Johnson e Trudeau condenam atitude: A chanceler alemã, Angela Merkel, condenou a ordem executiva de Trump contra os imigrantes. Segundo seu porta-voz, Steffen Seibert, a medida "não é justificada" e a chanceler "está convicta que a tão necessária luta contra o terrorismo não justifica" uma lei do tipo "com base apenas na origem ou na crença".   

Merkel conversou por telefone com Trump neste sábado e, segundo o jornal "Bild", na conversa de 45 minutos, os dois trocaram convites para visitas em cada país e reforçaram a importância das relações bilaterais.   

O premier da Itália, Paolo Gentiloni, também se manifestou neste domingo (29) sobre a medida de Trump. "A Itália está ancorada em seus próprios valores. Sociedade aberta, com identidade plural, nenhuma discriminação. São os pilares da Europa", escreveu.   

Apesar da premier britânica, Theresa May, não se manifestar sobre a medida de Trump, o ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, condenou a ordem.   

"Protegeremos os direitos e as liberdades dos cidadãos do Reino Unido em nossa pátria e no exterior. É divisivo e errado estigmatizar com base na nacionalidade", escreveu em seu perfil no Twitter.   

Já o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, também usou as redes sociais para mostrar sua contrariedade à medida do presidente do país vizinho.   

"Para quem foge das perseguições do terror e da guerra, saibam que os canadenses lhe darão as boas vindas, não importando qual seja a sua fé. A diversidade é a nossa força", escreveu no Twitter. (ANSA)
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