Após recorde, pedidos de refúgio na Itália voltam a subir

ROMA, 01 FEV (ANSA) - Após ter batido recorde no número de pedidos de refúgio em 2016, a Itália já deu indícios de que a curva ascendente na maior crise migratória desde o fim da Segunda Guerra Mundial pode se manter em 2017.   

No primeiro mês do ano, a quantidade de pessoas pedindo proteção na península subiu 41% em relação a janeiro do ano passado. Por outro lado, o índice de pedidos examinados caiu 11%, o que aponta para um aumento no número de deslocados externos que permanecem com sua situação indefinida no país.   

Apenas em janeiro, cerca de 4,5 mil imigrantes ilegais desembarcaram em portos italianos pelo mar Mediterrâneo, sendo que 395 deles eram menores desacompanhados. No entanto, muitos usam a Itália apenas como porta de entrada e preferem pedir refúgio em outras nações da União Europeia, principalmente as do norte do bloco.   

Em 2016, o número de solicitações chegou a 123 mil - alta de 48% em relação aos 83 mil de 2015 -, sendo que 181 mil deslocados internos entraram na Itália ao longo do ano passado, quando a península voltou a ser a principal via de acesso para imigrantes à UE.   

Na próxima sexta-feira (3), a alta representante para Política Externa do bloco, a italiana Federica Mogherini, deve apresentar um plano para fechar a chamada "rota do Mediterrâneo", que tem seu início na Líbia e termina nos portos do sul italiano.   

O projeto prevê o treinamento da Guarda Costeira do país africano e o fornecimento de meios navais para que Trípoli tenha papel central no controle de suas águas territoriais. Além disso, a UE pretende financiar pelo menos 200 milhões de euros em projetos na Líbia e reforçar suas fronteiras com Egito, Tunísia e Argélia para evitar o surgimento de rotas alternativas.   

A Itália também planeja investir 200 milhões de euros em um fundo para a África com o objetivo de diminuir a partida de imigrantes econômicos, que não têm direito a refúgio. Segundo a convenção das Nações Unidas sobre o tema, só recebe essa designação uma pessoa que, "temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, encontra-se fora do país de sua nacionalidade e não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção dessa nação". (ANSA)
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