Especial/Confira eleições que podem mudar o mundo em 2017(2)

SÃO PAULO, 01 FEV (ANSA) - Continuação.   

A quarta nação da UE a realizar eleições em 2017 será a República Tcheca, em outubro, quando a legenda populista "Sim" pode desbancar o Partido Social Democrata (CSSD). Contudo, assim como Hungria e Polônia, o país já tem essa tendência consolidada, e o resultado do pleito não deve provocar grandes mudanças no cenário europeu.   

Essas eleições ocorrerão em meio às negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia, que podem se revelar mais ou menos litigiosas, e sob o impacto dos primeiros meses de Trump na Casa Branca, o maior símbolo do avanço populista no planeta.   

"Eu não acredito que Trump possa dar esse impulso, mas sua vitória transmite ao eleitor a confiança de que existe um modelo alternativo. E esses partidos estão tentando dizer que são a alternativa", ressalta Marcus Vinicius de Freitas. Já para Kai Lehmann, o poder de influência do republicano dependerá de seu desempenho como presidente.   

América Latina - No subcontinente latino-americano, as atenções estarão voltadas para Chile, Equador e Honduras, cujas eleições podem servir de preparação para 2018, quando alguns dos países mais emblemáticos da região, como Brasil, Colômbia, Venezuela, Cuba e México, irão às urnas.   

"Se comparado com 2018, 2017 será bastante tranquilo", diz o coordenador do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Luis Fernando Ayerbe.   

Nos últimos anos, viu-se um crescimento do conservadorismo na América Latina e a derrocada de governos progressistas, em um processo que ocorreu com mais força em Brasil, Argentina e Venezuela. No Equador, o presidente Rafael Correa flertou com a possibilidade de mudar a Constituição para tentar seu quarto mandato seguido, mas acabou desistindo.   

Ainda assim, o candidato da situação, o ex-vice-presidente Lenín Moreno, lidera as pesquisas de intenção de voto para o pleito de 19 de fevereiro. No mesmo dia, os cidadãos também participarão de um referendo para decidir se candidatos a cargos públicos podem ter empresas ou contas em paraísos fiscais.   

Se a medida foi aprovada, o maior prejudicado será o banqueiro e ex-ministro Guillermo Lasso, vice-líder nas sondagens. "O único problema para o governo é que, se houver segundo turno [que seria em 2 de abril], pode ser que a Aliança País [movimento de Correa e Moreno] não consiga a reeleição", acrescenta Ayerbe.   

Contudo, mesmo que confirme sua vitória, Moreno deverá lidar com um contexto mais complicado que o enfrentado por Correa, já que o Equador também sofre com a queda nos preços do petróleo.   

Por sua vez, o Chile tem experimentado uma tranquila alternância de poder nos últimos anos, e a presidente Michelle Bachelet possui baixos índices de aprovação. No entanto, os candidatos ainda não foram definidos, e o cenário permanece incerto - as eleições no país serão apenas em 19 de novembro.   

Em Honduras, o pleito também será em novembro, e os postulantes serão definidos em eleições primárias no próximo mês de março.   

Na lista de possíveis candidatos, figuram o atual presidente Juan Orlando Hernández e Xiomara Castro, esposa do ex-presidente Manuel Zelaya, deposto em 2009.   

Ásia, África e Oceania - Eleições importantes também acontecerão no Irã, em 19 de maio de 2017, quando o moderado Hassan Rohani tentará renovar seu mandato de presidente e revestir com o apoio popular o acordo nuclear assinado com as potências mundiais.   

Na Coreia do Sul, as eleições definirão o substituto da atual mandatária, Park Geun-hye, que foi afastada em um processo de impeachment por tráfico de influência e pode ser deposta definitivamente pela Corte Constitucional.   

Se isso ocorrer, o país escolherá um novo líder em até 60 dias.   

Caso Geun-hye escape da cassação, as eleições devem ocorrer até 20 de dezembro, já que ela está em seu último ano de mandato. Na Oceania, a principal votação será na Nova Zelândia, em 23 de setembro.   

O país trocou de primeiro-ministro recentemente devido à inesperada renúncia de John Key, substituído pelo aliado Bill English, que é favorito para seguir no poder. (ANSA)
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