Trump indica conservador Neil Gorsuch para Suprema Corte

WASHINGTON, 01 FEV (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a indicação do juiz de segunda instância Neil Gorsuch, de 49 anos, para um assento vitalício na Suprema Corte do país.   

O magistrado deve ocupar o posto que pertencia a Antonin Scalia, encontrado morto no dia 13 de fevereiro de 2016. Se sua nomeação for confirmada, Gorsuch será o juiz mais jovem no principal tribunal dos EUA desde 1991.   

Contudo, apesar da pouca idade para um magistrado da Suprema Corte, ele é considerado experiente e defensor do "originalismo", ou seja, da interpretação pela qual a Constituição deve ser aplicada seguindo os princípios de seus fundadores, ao pé da letra.   

"Esse é o processo de seleção para a Suprema Corte mais transparente da história do nosso país. Queria que o povo americano tivesse voz nessa indicação. O juiz Gorsuch tem um intelecto soberbo, uma educação jurídica incomparável e o compromisso de interpretar a Constituição com base no seu texto", declarou Trump.   

Nascido e criado no Colorado, o magistrado estudou na Universidade de Columbia e na Escola de Direito de Harvard e construiu uma carreira de sucesso como advogado. Depois, entrou para o Departamento de Justiça como auxiliar do procurador-geral. Em 2006, o então presidente George W. Bush o nomeou como juiz da Corte de Apelação do 10º Circuito de Denver, posto que ocupa até hoje.   

O assento de Antonin Scalia está vago há quase um ano. O ex-presidente Barack Obama chegou a nomear Merrick Garland para seu lugar, mas a indicação foi obstruída pelos republicanos, que detêm o controle do Senado. Scalia era tido como o membro mais conservador da Suprema Corte, e a escolha de um magistrado liberal por Obama faria o tribunal, que tem nove cadeiras, pender para o Partido Democrata pela primeira vez em décadas.   

Com a ascensão de Trump, os conservadores podem voltar a ser maioria no colegiado, mas a nomeação de Gorsuch ainda precisa do aval do Senado. O líder da minoria na Casa, Charles Schumer, já criticou a escolha e disse ter "sérias dúvidas" sobre o juiz de Denver.   

Segundo o senador, Gorsuch já "ficou ao lado de empresas contra trabalhadores, demonstrou hostilidade em relação aos direitos das mulheres e, a coisa mais preocupante, abriu uma abordagem ideológica da jurisprudência".   

Para que ele seja aprovado, precisará de 60 votos no Senado, que tem 100 representantes, sendo 52 republicanos. Ou seja, Gorsuch terá de angariar votos entre os 46 democratas e dois independentes da Câmara Alta. (ANSA)
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