Turismo dos EUA pode registrar prejuízo por ordem de Trump

MIAMI, 1 FEV (ANSA) - Diversos gigantes do setor do turismo norte-americano, incluindo as plataformas Airbnb, TripAdvisor e Expedia, se manifestaram contrárias à ordem executiva que suspende a entrada de imigrantes de sete países e veem possíveis prejuízos ao setor.   

A medida, anunciada na última sexta-feira (27) pelo presidente Donald Trump, foi criticada abertamente tanto por instituições internacionais, como as Nações Unidas e ONGs, bem como por gigantes empresas do país, como o Google.   

Para o presidente e diretor-executivo do TripAdvisor, Stephen Kaufer, as medidas de Trump são "cruéis e discriminatórias" e ele se comprometeu a dar US$ 5 milhões aos refugiados.   

Já um dos diretores do Expedia Inc, Dara Khosrowshahi, que é natural do Irã, disse que o novo presidente norte-americano quer "aniquilar" as raízes de "uma nação de imigrantes" e se comprometeu a manter o trabalho de todos os estrangeiros que estão na empresa.   

O fundador do Airbnb, Brian Chesky, ofereceu pernoites gratuitas aos refugiados e a qualquer um que chegar aos EUA que se encontre com problemas derivados da proibição ordenada por Trump.   

"Portas abertas nos juntam todos. Fechar as portas nos divide.   

Buscaremos todos os meios para conectar as pessoas, não separá-las", escreveu Chesky em seu Twitter.   

De acordo com a ordem executiva, as pessoas nascidas na Síria, Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen, estão proibidas de entrar nos Estados Unidos pelos próximos 90 dias a 120 dias.   

Mas, ao mesmo tempo, foram estabelecidos novos requisitos para viajantes de todo o mundo visitarem o território norte-americano.   

Na maioria das nações, incluindo o Brasil, o Departamento de Estado anunciou mudanças na hora das entrevistas nos consulados para solicitar o visto de entrada nos EUA.   

Essas mudanças, confirmam fontes consulares, causam uma maior demora no processo de entrega dos vistos para viagens, que repercutirá, sem dúvidas, no setor multimilionário do turismo.   

E, segundo eles, muitas pessoas já começaram a procurar outros países para fazer viagens.   

A tudo isso, soma-se a tensão com o país vizinho e um dos principais "emissores" de turistas, o México, como consequência da ordem executiva de Trump para construir um muro na fronteira.   

As novas medidas já causam aglomerações em aeroportos dos Estados Unidos, além dos protestos e detenções de viajantes que tinham os vistos anteriores. (ANSA)
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