Vaticano tenta conter 'êxodo' de sacerdotes e monjas

CIDADE DO VATICANO, 31 JAN (ANSA) - A Igreja Católica está preocupada com o constante aumento no número de sacerdotes e monjas que desistem da vida consagrada. Anualmente, cerca de 2.300 pessoas abandonam a carreira, "êxodo" que já tem causado discussão dentro da Santa Sé e já foi chamado de "hemorragia" pelo papa Francisco. "Se o Papa fala de 'hemorragia', quer dizer que o problema é preocupante, não somente em termos numéricos, mas também pela idade que o abandono da vocação acontece, geralmente entre os 30 e 50 anos", disse o secretário da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e Sociedades da Vida Apostólica, arcebispo José Rodríguez Carballo, em uma entrevista ao jornal "L'Osservatore Romano", sobre um plenário do dicastério (nome dado para os departamentos da Igreja que compõem a cúria) que debateu o tema. "O número de abandonos nos últimos anos permanecem crescendo", alertou Carballo.   

Segundo ele, em 2015 e 2016, foram 2.300 deserções anuais, sendo que a Igreja notou que muitos deixam a vida consagrada para apenas atuar em uma diocese, mas um número considerável alega não ter vocação para a carreira. "Deve-se constatar também que o maior número de abandono ocorre entre as mulheres, mas isso porque elas representam a maioria da vida consagrada", disse Carballo. (ANSA)
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