Prefeita de Roma é interrogada por nomeação de assessor

ROMA, 2 FEV (ANSA) - A prefeita de Roma, Virginia Raggi, está prestando depoimento nesta quinta-feira (2) à Procuradoria da capital italiana pela nomeação do ex-assessor de Turismo Renato Marra, irmão de seu ex-chefe do departamento pessoal Raffaele Marra, preso por corrupção em dezembro.   

Raggi responde as perguntas do procurador-adjunto Paolo Ielo e do procurador-substituto Francesco Dall'Olio e está acompanhada pelo advogado Alessandro Mancori.   

A prefeita é investigada por ter mentido durante um depoimento dado em dezembro, logo após a prisão de Raffaele, em que afirmou que não sabia da nomeação de Renato para a pasta de Turismo e que essa nomeação teria sido feita por seus nomeados.   

No entanto, a apreensão do celular de Raffaele revelou uma conversa entre a prefeita e o ex-chefe de Pessoal em que Raggi questionava o porquê do aumento no salário de Renato - que subiu para 20 mil euros mensais.   

Segundo a mídia italiana, a líder da capital italiana poderá pegar até três anos de prisão por danos ao erário, ou seja, danos aos bens e patrimônio público pelos gastos com a contratação de Renato. Raggi sempre negou as acusações e disse estar "serena" com o seu depoimento.   

Durante a campanha eleitoral que a levou para o posto de prefeita de Roma, Raggi, que pertence ao opositor Movimento Cinco Estrelas (M5S), pregou que ela representava a "mudança" na história recente da capital, destacando que seu governo seria marcado pela "transparência" e pela "verdade".   

Antes de Raggi assumir, Roma foi abalada por um escândalo de corrupção chamado de "Máfia Capital", que revelou a presença de grupos mafiosos em diversas licitações da Prefeitura. Apesar de não ser citado no processo, o ex-prefeito Ignazio Marino, do Partido Democrático (PD), perdeu apoio de sua própria sigla e foi "derrubado" do cargo.   

No entanto, a primeira prefeita da história de Roma, tem um governo marcado por uma série de escândalos, renúncias e demissões. Raggi venceu as eleições em junho do ano passado e já não conta mais com a maior parte dos assessores - equivalentes aos secretários municipais no Brasil - que empossou.   

Ela chegou até a ficar ameaçada de perder o apoio do M5S, em situação semelhante a de Marino, mas aceitou trocar seu vice-prefeito e mais um assessor por nomes indicados pelo partido. (ANSA)
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