Tusk defende ideia de fechar rota migratória no Mediterrâneo

BRUXELAS, 2 FEV (ANSA) - O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse hoje (2) que é "viável" fechar a rota imigratória do Mar Mediterrâneo que liga a Itália à Líbia, demonstrando apoio à ideia que surgiu no início do ano e a qual será apresentada formalmente amanhã. "A União Europeia demonstrou que é capaz de fechar as rotas de imigração irregular, como ocorreu com a rota do Mediterrâneo oriental. Agora é hora de fechar a rota entre Itália e Líbia", disse Tusk, após um encontro com o premier líbio, Fayez al Serraj, do governo de união nacional.   

"Devemos isso a todos que sofrem e arriscam sua vida, mas também aos italianos e a todos os europeus", afirmou. "A UE e a Líbia têm interesses comuns em reduzir o número de imigrantes irregulares que arriscam suas vidas no Mar Mediterrâneo central.   

O fluxo é insustentável tanto para a UE quanto para a Líbia, onde os traficantes ameaçam a autoridade do Estado". De acordo com Tusk, o governo italiano já está ciente da ideia. "Conversei com o premier italiano, Paolo Gentiloni, e posso garantir que é viável. Precisa apenas de determinação", comentou. Milhares de imigrantes utilizam atualmente a rota mediterrânea para chegarem ao continente europeu. A ilha de Lampedusa, no sul da Itália, é um dos principais pontos de desembarque e contém vários centros de acolhimento a estrangeiros. O fluxo cresceu ainda mais quando a rota usada via Turquia foi encerrada. Desde o início da crise imigratória, a Itália pede que a União Europeia adote uma política de "responsabilidade compartilhada" e ajude a resolver o problema. Porém, o governo financia projetos de resgate de imigrantes e de acolhida. O plano de fechar a rota mediterrânea será apresentado pela representante para Política Externa da UE, a italiana Federica Mogherini, em uma cúpula informal em Valeta, Malta. A ideia é treinar a Guarda Costeira da Líbia para ter um controle central das águas territoriais, além de destinar ao menos 200 milhões de euros para ações nas fronteiras. (ANSA)
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