Após decreto de Trump, mais de 100 mil vistos são revogados

NOVA YORK, 3 FEV (ANSA) - Mais de 100 mil vistos foram revogados na última semana pelo governo do presidente Donald Trump após o mandatário ter decretado a proibição da entrada de imigrantes provenientes de sete países de maioria muçulmana nos Estados Unidos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3) pelo procurador Erez Reuveni, do Escritório de Litígio de Imigração do Departamento de Justiça dos EUA, após ter sido perguntado sobre o número de imigrantes que foram detidos e mandados de volta para seus países pelo juiz Leonie Brinkema durante uma audiência no estado da Virginia.   

A audiência era sobre o caso de dois irmãos do Iêmen, um dos países que fazem parte da medida do magnata, que não puderam entrar na nação. Os dois haviam chegado no último sábado (28) no Aeroporto Internacional de Washington Dulles e foram mandados rapidamente para a Etiópia após terem sido coagidos a esquecer o visto de residência nos Estados Unidos.   

Sobre o assunto, William Cocks, do Escritório de Assuntos Consulares do Departamento de Estado, afirmou em um email para a emissora de televisão "NBC News" que "menos de 60 mil vistos foram temporariamente revogados para cumprir a ordem Executiva" de Trump.   

"Nós reconhecemos que estes indivíduos enfrentarão inconvenientes temporários enquanto nós executamos a ordem Executiva. Para colocar esse número em contexto, nós emitimos mais de 11 milhões de vistos para imigrantes e não imigrantes no ano fiscal de 2015. Como sempre, segurança nacional é a nossa principal prioridade quando se trata de emissão de vistos", escreveu à emissora.   

O decreto assinado por Trump proíbe a entrada nos EUA nos próximos 90 dias de cidadãos do Iêmen, Irã, Síria, Líbia, Somália, Iraque e Sudão, nações de maioria muçulmana. Além disso, a entrada de refugiados no país foi proibida por 120 dias e de refugiados sírios, indeterminadamente.   

Wall Street - O presidente Donald Trump assinou nesta sexta-feira dois decretos para revisar a lei financeira sobre a reforma de Wall Street, considerada "desastrosa" pelo mandatário e que foi aprovada no governo de Barack Obama com o objetivo de reforçar a regulação do sistema financeiro e criar mecanismos para impedir o resgate de bancos com dinheiro público.   

A legislação, chamada de Dodd-Frank, foi criada após a crise econômica de 2008 para regulamentar os mercados, aprovada pelo Congresso norte-americano em 2010 e impôs que os bancos adotassem várias medidas para evitar uma nova quebra generalisada.   

"Esperamos acabar com boa parte da Dodd-Frank. Para ser franco, muitos amigos meus que têm negócios não conseguem pegar dinheiro emprestado porque os bancos estão de mãos atadas pelas regras dessa lei", disse Trump durante uma reunião com empresários nesta sexta. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos