TIM fecha 2016 com queda nas receitas, mas indica melhora

SÃO PAULO, 03 FEV (ANSA) - A operadora de telefonia TIM Brasil, subsidiária da Telecom Italia, encerrou o ano de 2016 com uma queda de 8,9% nas receitas, que chegaram a R$ 15,6 bilhões, e de 39,8% no lucro líquido normalizado, que ficou em R$ 750 milhões.   


Apesar dos dados negativos, o balanço da empresa sinaliza um percurso de melhora em seus resultados. Considerando apenas o quarto trimestre, a receita líquida foi de R$ 4,04 bilhões, uma queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado.   


Contudo, nos três meses anteriores, a redução havia sido de 5,3%.   


Recentemente, a Telecom Italia trocou o comando da operadora, substituindo o presidente Rodrigo Abreu por Stefano De Angelis.   


Além disso, a companhia brasileira pretende apostar cada vez mais no segmento de dados e de serviços digitais "inovadores".   


Seu objetivo é chegar ao fim de 2017 com mais de 2 mil cidades no país atendidas por sua rede 4G - atualmente, a cobertura da TIM atinge 1.255 municípios.   


"Ainda não estamos satisfeitos com a variação negativa ano sobre ano, mas a atual dinâmica nos levará a um campo positivo brevemente", declarou De Angelis nesta sexta-feira (3), durante uma teleconferência de apresentação de resultados.   


A empresa também tem focado no fortalecimento de sua base de valor, com o aumento da receita média de cada usuário, que cresceu 9% no quarto trimestre de 2016 e chegou a R$ 19,2 por cliente. Já a fatia de consumidores pós-pagos em sua base encerrou o ano em 23,5%, o maior valor em nove anos.   


As "receitas inovativas" - serviços de valor agregado sem SMS - cresceram 20,5% em 2016 e bateram na marca de R$ 5,6 bilhões.   


"Chegamos em 2017 com uma grande oportunidade fortemente baseada na tecnologia 4G", ressaltou o presidente da operadora.   


Futuro - A TIM Brasil também apresentou um novo plano industrial para o triênio 2017-2019, que prevê R$ 12 bilhões em investimentos - sendo R$ 4 bilhões neste ano - e o alcance de 95% da população por sua rede 4G ao fim desse período.   


Além disso, a empresa pretende atingir 3 milhões de domicílios em São Paulo e Rio de Janeiro com sua ultra banda larga fixa, obter 25% de participação nas receitas do mercado e ter mais de 35% de clientes pós-pagos em sua base de consumidores até 2019.   


"Atuaremos ainda mais no fortalecimento do segmento pós-pago, mas também asseguraremos a liderança no pré-pago", garantiu De Angelis. (ANSA)
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