Mesmo com revogação de lei, protestos continuam na Romênia

BUCARESTE, 6 FEV (ANSA) - Mesmo com a decisão do governo da Romênia de revogar o decreto que descriminalizava pequenos casos de corrupção e crimes de abuso de poder em cargos públicos, cerca de 500 mil pessoas se reuniram mais uma vez em várias cidades do país para protestar contra o primeiro-ministro Sorin Grindeanu.   

Apenas na capital Bucareste, cerca de 300 mil manifestantes pediram pela renúncia do premier e exigiram novas eleições.   

Segundo eles, a revogação do decreto veio muito tarde e a atual administração já perdeu o crédito e a confiança da população. No entanto, Grindeanu já disse anteriormente que não renunciará ao cargo.   

O protesto de domingo, o sexto na última semana, foi considerado o maior do país desde 1989, quando o regime comunista teve um fim pela revolução romena. Os manifestantes acusam o governo de centro-esquerda de querer favorecer políticos e empreendedores que estão sendo investigados por corrupção, deixando ainda mais crítica a situação neste sentido no país. A Romênia é um dois países da União Europeia com a maior taxa de corrupção nas esferas políticas e econômicas. (ANSA)
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