Obras de Van Gogh roubadas pela máfia são expostas na Itália

NÁPOLES, 06 FEV (ANSA) - Dois quadros do pintor holandês Vincent Van Gogh (1853-1890) que haviam sido roubados pela máfia ficarão expostos durante 20 dias no Museu de Capodimonte, em Nápoles, no sul da Itália.   

Avaliadas em milhões de euro, as telas "Praia de Scheveningen antes de uma tempestade" e "Uma congregação deixa a igreja reformada de Nuenen" fazem parte da mostra "Van Gogh: as obras-primas reencontradas", que foi inaugurada nesta segunda-feira (6) e fica em cartaz até o dia 26 de fevereiro.   

Os quadros haviam sido roubados do Museu Van Gogh, em Amsterdã, na Holanda, em 2002, e foram encontrados em setembro de 2016, pela Guarda de Finanças de Nápoles, na cidade de Castellammare di Stabia.   

O roubo fora encomendado pela Camorra, a célebre máfia napolitana, cujos tentáculos chegam aos quatro cantos do mundo.   

"As obras de arte se tornaram um porto seguro também para o crime organizado, que as usa como investimento ou meio de pagamento, mas também como símbolos de poder, uma forma de ostentação", explicou o general Giorgio Toschi, da Guarda de Finanças.   

Após a exposição, as duas telas serão restituídas ao Museu Van Gogh. "Será um sofrimento mandar os 'Van Gogh' embora, mas contamos com a ajuda da Embaixada holandesa para realizar uma mostra no Capodimonte", declarou o governador da Campânia, Vincenzo De Luca. (ANSA)
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