Prefeita de Roma é investigada por abuso de poder

ROMA, 7 FEV (ANSA) - A prefeita de Roma, Virginia Raggi, está sendo investigada pela Procuradoria por mais uma nomeação de assessor. Dessa vez, o caso recai sobre seu ex-chefe de Gabinete Salvatore Romeo, que foi intimado a prestar depoimento nesta terça-feira (7) pela Justiça.   

Segundo a investigação, a prefeita foi a responsável por assinar uma deliberação que, em 9 de agosto de 2016, determinou a promoção de Romeo e triplicou seu salário - de 39 mil euros mensais para 110 mil euros. Por causa disso, ambos são investigados pela Justiça.   

A nomeação de Romeo foi decidida por uma junta de assessores, assim como ocorreu com o assessor de Orçamento, Andrea Mazzillo.   

Na deliberação, de fato, havia a indicação de o ex-chefe de Gabinete faria "atividades de apoio no âmbito do Escritório de direta colaboração com a prefeita" e também o salário para essa função.   

Apesar de não informar em números o valor do estipêndio, o texto apresentava uma citação bastante confusa, em que afirmava que "o salário bruto tem como parâmetro àqueles da terceira faixa dirigencial de retribuição" e que seria ligado ao Contrato dos dirigentes do governo. Em outras palavras, o texto significou o salário triplicado de Romeo.   

O documento ainda não foi submetido à avaliação do Gabinete, que teria o poder de legitimar ou não a medida e, por causa disso, Raggi e Romeo são investigados por abuso de poder.   

Romeo renunciou ao cargo de chefe de gabinete em dezembro passado, após pressões do partido da prefeita, o antissistema e populista Movimento 5 Estrelas (M5S), que o acusava de excluir outros membros da legenda das decisões da Prefeitura e de restringir o acesso à chefe municipal a um círculo restrito de aliados. - Outra investigação: A prefeita já é investigada por suspeita de abuso de poder e falso testemunho na nomeação do assessor Renato Marra para um cargo na Secretaria de Turismo. Ele é irmão de Raffaele Marra, ex-chefe do departamento de pessoal da Prefeitura e preso em dezembro passado sob a acusação de corrupção. Raffaele fazia parte do núcleo duro do governo municipal e era "braço direito" de Raggi, mas acabou na cadeia em um inquérito que o acusa de ter recebido suborno de uma empreiteira em 2013, quando comandava o departamento de políticas habitacionais da cidade, no gabinete de centro-direita do então prefeito Gianni Alemanno, também suspeito de corrupção. Em depoimento dado no fim do ano passado, Raggi havia negado qualquer participação na indicação de Renato, mas mensagens descobertas pelos investigadores no celular de Raffaele mostraram que os dois chegaram até a conversar sobre o salário do assessor da Secretaria de Turismo. As hipóteses avaliadas pela Procuradoria são de abuso de poder e falso testemunho, já que a prefeita não teria impedido um conflito de interesses na nomeação de Renato por Raffaele e teria mentido ao afirmar aos investigadores que não sabia da indicação.   

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