Iniciação sexual na Itália acontece aos 17 anos,diz pesquisa

ROMA, 8 FEV (ANSA) - Parece que a sexualidade precoce já não é mais um problema entre os jovens italianos. Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (8) no Senado da Itália, a primeira relação sexual dos adolescentes do país acontece por volta dos 17 anos, enquanto apenas 19,8% deles diz ter perdido a virgindade antes dos 16 anos.   

Além disso, em relação aos anos anteriores, a diferença entre meninos e meninas não mudou muito, sendo que a idade média de quando aconteceu a "primeira vez" para os garotos é de 17,5 e para as garotas é de 17,3. Essa foi a conclusão do estudo "Conoscenza e Prevenzione del Papillomavirus e delle Patologie Sessualemente Trasmesse tra i Giovani in Italia" ("Conhecimento e Prevenção do Vírus HPV e das Patologias Sexualmente Transmissíveis entre os Jovens na Itália"), realizada pelo Centro de Estudos de Investimentos Sociais (Censis), apresentado na sala Zuccari do Senado.   

Segundo a pesquisa, quase todos os jovens italianos entre 12 e 24 anos, mais especificamente 93,8% deles, já ouviu falar sobre infecções e doenças sexualmente transmissíveis.   

E delas a que foi mais citada (89,6%) foi a Aids, seguida pela sífilis (23,1%), pela candidíase (18,2%), pelo HPV (15,6%) e, por fim, pela gonorreia, hepatite e herpes genital (entre 15% e 13%). E para se informar sobre essas patologias e se proteger delas, 62,3% dos entrevistados disseram que usam a imprensa, entre internet, televisão, jornais e revistas para tal fim, enquanto outros 53,8% afirmaram que também aprenderam o que sabem sobre o assunto na escola.   

"Ainda há muita desconfiança por parte dos jovens na relação com o andrologista [médico responsável pela saúde masculina principalmenteem relação às funções reprodutivas e sexuais do homem]", disse o presidente da Sociedade Italiana de Endocrinologia, Andrea Lenzi.   

"Muitos não conhecem um, a maior parte acredita que não precisa de um. Culturalmente [os jovens] eles não estão habituados a considerar a possibilidade de que os homens também possam estar interessados em patologias relacionados ao sexo. Devemos desenvolver maiores informações e educação", explicou Lenzi.   

(ANSA)
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