Papa faz apelo em nome de 'irmãos' muçulmanos perseguidos

CIDADE DO VATICANO, 08 FEV (ANSA) - O papa Francisco fez um apelo nesta quarta-feira (8) em defesa dos membros da etnia rohingya, grupo muçulmano que é alvo de perseguições em países do sudeste asiático, principalmente em Mianmar.   

Para escapar da repressão realizada pela maioria budista, esse povo busca proteção em Bangladesh, Malásia, Tailândia ou Indonésia, mas frequentemente encontra as portas dessas nações fechadas.   

"Gostaria de rezar hoje pelos nossos irmãos e irmãs rohingya, que são expulsos de Mianmar e vão de um lado a outro porque não os querem. São bons, não são cristãos, são gente pacífica, nossos irmãos e irmãs. Há anos que sofrem, são torturados, assassinados, simplesmente por causa de sua fé muçulmana", disse Francisco.   

O apelo foi feito no dia da santa Josefina Bakhita, que viveu como imigrante na Itália após ter sido escravizada na África.   

Nos últimos meses, dezenas de milhares de rohingyas já fugiram de Mianmar rumo a Bangladesh, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).   

Também na audiência geral, o Papa cobrou dos governos uma ação mais firme contra o tráfico de seres humanos. "Encorajo todos que ajudem os menores escravizados e abusados a se libertarem de tal opressão. Desejo que todos os que tiverem responsabilidade de governo combatam essa praga", declarou. (ANSA)
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