Saiba como fazer tour 'secreto' nas catacumbas do Vaticano

SÃO PAULO, 13 FEV (ANSA) - Milhões de pessoas passam todos os anos pela basílica e pela praça São Pedro, no Vaticano, mas são poucas as que conhecem o que há em seu subterrâneo. Debaixo do principal templo do catolicismo e do local das celebrações papais, se esconde um grande cemitério pagão e uma das relíquias mais sagradas da Igreja.   


E o melhor: esse território inóspito e misterioso pode ser visitado por qualquer um que não tenha problemas de mobilidade ou claustrofobia. Cerca de 10 metros abaixo da movimentada praça São Pedro, fica a "necrópole do Vaticano", que data dos primeiros séculos da era cristã e reúne centenas de tumbas e mausoléus, tanto de pagãos quanto de fiéis.   


Na época do Império, a atual área que abriga o menor país do mundo ficava fora dos muros de Roma e continha um amplo cemitério, que muitos anos mais tarde seria encoberto pela praça e pela basílica onde o papa Francisco realiza suas principais celebrações.   


Os túmulos foram descobertos na década de 1940, quando o então pontífice Pio XII ordenou a realização de escavações para atender ao pedido de seu antecessor, Pio XI, de ser sepultado o mais próximo possível de onde teria sido enterrado o apóstolo Pedro, tido como o primeiro papa da Igreja Católica.   


Com a descoberta, as escavações continuaram - e seguem até hoje -, até que a Santa Sé achou aqueles que acredita serem os ossos de São Pedro, uma das maiores relíquias do catolicismo. O local onde estão os supostos restos mortais do apóstolo é o ponto alto do passeio pelas catacumbas, onde os fiéis são deixados livres para fazer uma oração silenciosa ao santo.   


Para visitar os subterrâneos do Vaticano, é preciso entrar em contato por email ou telefone com o Escritório de Escavações (Ufficio Scavi) da Santa Sé e solicitar o passeio. Não há prazo mínimo de antecedência, mas a escassez de lugares disponíveis recomenda fazer a reserva o quanto antes.   


No pedido, o interessado deve indicar o número e o nome dos participantes, a data e o período do dia (o horário exato será definido pelo Escritório de Escavações) em que gostaria de fazer a visita e o idioma - há guias, normalmente padres, que falam português. O tour é guiado e custa 13 euros por pessoa (R$ 16,5, segundo a cotação atual), e menores de 15 anos não são permitidos. O Vaticano pede para os visitantes chegarem com pelo menos 10 minutos de antecedência, e a entrada é feita pelo portão que fica atrás do lado esquerdo das colunas da praça São Pedro.   


Exige-se a apresentação do comprovante e o uso de calças, para homens, saias abaixo do joelho ou calças, para mulheres, e ombros cobertos, para todos. Apesar de apertado e escuro, o local é bem iluminado nos pontos de maior interesse e conta com espaço suficiente para grupos que nunca passam de 12 turistas.   


No caminho, o guia explica com riqueza de detalhes a história das catacumbas e da própria Roma Antiga, os símbolos presentes nos mausoléus e como foram encontrados os supostos ossos de São Pedro, que teria sido crucificado de cabeça para baixo onde hoje fica o Vaticano.   


O passeio, que dura cerca de 1h30, termina na Basílica de São Pedro. Ou seja, além de viver uma experiência diferente em um destino onde muita gente não foge do roteiro mais "comum", o visitante ainda não precisará pegar as enormes filas para entrar no templo máximo do catolicismo. (ANSA)
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