Trump e Trudeau minimizam desavenças em primeira reunião

WASHINGTON, 13 FEV (ANSA) - Os temas de imigração e comércio dominaram o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Canadá, nesta segunda-feira (13), na Casa Branca.   

Em sua primeira reunião desde a posse do republicano, os dois líderes tentaram mostrar um clima amistoso, apesar das divergências em questões cruciais envolvendo suas nações. Nas últimas semanas, Trump ameaçou abandonar o Nafta, acordo de livre comércio que inclui Canadá e México, e suspendeu a entrada de imigrantes de sete países de maioria muçulmana e o recebimento de novos refugiados.   

Por sua vez, Trudeau é a favor de manter o Nafta, embora não tenha se recusado a renegociá-lo, mas procurou mostrar sinais de acolhimento após as medidas anti-imigração do presidente dos Estados Unidos. "Há respeito recíproco na base de nossa estreita relação, um respeito que permite tal proximidade", declarou o primeiro-ministro, acrescentando que teve uma conversa "muito produtiva" com Trump.   

Já o norte-americano disse que EUA e Canadá "atuarão juntos para proteger os postos de trabalho" na América do Norte e para combater a "ameaça do terrorismo". Trudeau levou como presente uma foto do norte-americano ao lado de seu pai, o ex-premier Pierre Trudeau. "Vou colocar em um lugar muito especial", afirmou Trump.   

Sem entrar em polêmica sobre as desavenças, o primeiro-ministro canadense destacou que seu povo não espera que ele "dê lições a outro país" e que "segurança e imigração devem trabalhar juntas", mas mantendo o respeito aos "valores" nacionais. Já Trump disse que sua ofensiva contra imigrantes clandestinos tem como objetivo "expulsar os criminosos".   

Trudeau, 45, e Trump, 70, possuem visões opostas sobre o mundo.   

O canadense é um liberal (no sentido norte-americano da palavra) que defende o livre comércio, recebeu 40 mil refugiados sírios e colocou mulheres em metade de seu gabinete.   

Já o norte-americano quase não deu espaço para o sexo feminino no primeiro escalão de seu governo, possui uma postura protecionista na economia e já tomou medidas duras contra imigrantes e refugiados.   

Mais de 75% das exportações do Canadá têm como destino os Estados Unidos, onde 18% das vendas ao exterior vão parar no seu vizinho do norte. (ANSA)
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