Assessor de Trump renuncia após mentir sobre Rússia

WASHINGTON, 14 FEV (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu sua primeira crise interna de gabinete.   

Michael Flynn, assessor de Segurança Nacional, renunciou ontem (13) após um escândalo gerado por conversas com a Rússia que não tinham sido informadas à Casa Branca. "Infelizmente, pelo ritmo dos acontecimentos, informei inadvertidamente e de forma incompleta ao vice-presidente, Mike Pence, e a outros sobre minhas ligações com o embaixador russo em Washington, Sergey Kislyak", disse Flynn em sua carta de renúncia. As conversas entre Flynn e o embaixador russo ocorreram antes da posse de Trump, em 20 de janeiro, e haviam sido interceptadas pelo FBI. Em um dos diálogos, o assessor do magnata republicano falou sobre sanções contra o Kremlin e sobre a suposta interferência russa nas eleições presidenciais de novembro passado. Questionado pelo gabinete de Trump, Flynn mentiu sobre as conversas, negando que havia mantido contado com o embaixador e falado sobre as sanções. O vice-presidente dos EUA acreditara em Flynn e também mentiu para a imprensa, há um mês, ao negar tais contatos. Michael Flynn já era alvo de polêmicas nos EUA antes mesmo da vitória de Trump nas eleições. Ele costumava publicar nas redes sociais notícias falsas de portais de extrema direita sobre supostos crimes cometidos pela adversária de Trump no pleito, a democrata Hillary Clinton. Trump aceitou a renúncia de Flynn e nomeou o tenente-coronel reformado Joseph Keith Kellogg como assessor de Segurança Nacional interino. Kellogg serviu no Exército entre 1967 e 2003 e esteve na Guerra do Vietnã. Rússia - O governo russo, que sempre negou ter interferido nas eleições norte-americanas através de ataques de hackers, lamentou o incidente. Parlamentares disseram que a renúncia de Flynn é "pior que paranoia". "Demitir o conselheiro de segurança nacional por ter contato com o embaixador russso, um relação diplomática de praxe, não é nem paranoia, é algo imensuravelmente pior", disse o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado russo, Konstantin Kosaciov. "Não era Flynn o alvo, mas sim, as relações com a Rússia", afirmou, por sua vez, o presidente da Comissão Exterior da Duma, Alexei Pushkov. (ANSA)
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