Apesar de destacar importância da Otan, EUA dão 'ultimato'

BRUXELAS, 15 FEV (ANSA) - Na primeira reunião de ministros dos países que compõem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na era Donald Trump, os Estados Unidos deram uma espécie de ultimato financeiro para os demais membros.   

"Os contribuintes norte-americanos não podem manter uma cota desproporcional nos valores da defesa ocidental. Os norte-americanos não podem cuidar mais da segurança do futuro de vossos filhos do que vocês", disse o secretário de Defesa do país, James Mattis, nesta quarta-feira (15).   

Segundo o representante norte-americano, "os Estados Unidos respeitarão as suas responsabilidades, mas se as vossas nações não querem que os EUA moderem o seu compromisso com esta Aliança, cada uma das vossas capitais devem mostrar apoio à nossa defesa comum".   

Mattis ainda deu o prazo de "até o fim do ano" para que a situação financeira do bloco "não esteja no mesmo ponto de hoje". Trump fez diversas críticas durante a campanha eleitoral contra a Otan, chamando-a de "obsoleta" e dizendo que os EUA gastavam dinheiro demais na comparação com os outros países.   

No entanto, após assumir o governo, ele ressaltou a importância da entidade - fato que foi confirmado novamente por Mattis nesta quarta-feira. "A aliança resta como base fundamental para os Estados Unidos e toda a comunidade transatlântica, visto o quanto somos ligados. Como ele mesmo declarou, o presidente dá um forte apoio para a Otan", acrescentou.   

- Itália: A ministra da Defesa da Itália, Roberta Pinotti, afirmou que Mattis expressou, durante uma conversa telefônica entre os dois, "um grande reconhecimento à Itália e à capacidade das forças armadas nas situações de crise, não apenas pela qualidade de pessoal de altíssimo nível, mas também pela humanidade".   

Já o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, informou ainda que a Otan decidirá sobre a construção de uma central de coordenação para o sul, que deve ser instalado no "Comando Conjunto de Forças de Nápoles".   

O hub era fortemente desejado pelo governo italiano para "ajudar na coordenação de informações em países em crise, como a Líbia e o Iraque, e ajudará a enfrentar o terrorismo e outros desafios que vem da região", segundo Pinotti. Após horas de debate, os ministros concordaram com a criação do "Hub Sul", como um "ponto focal para aumentar a capacidade de entender e enfrentar os desafios que vem da região". Segundo Stoltenberg, "combater as ameaças que vem do Oriente Médio e do norte da África é uma parte essencial" da resposta da Otan para enfrentar a "situação mais complexa desde o fim da Guerra Fria".   

(ANSA)
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