Artigo 'perdido' mostra visão de Churchill sobre 'aliens'

ROMA, 16 FEV (ANSA) - Winston Churchill não foi apenas um grande líder durante a Segunda Guerra Mundial e um dos políticos mais influentes do século 20. O britânico também era um conhecido amante da ciência, e recentemente, foi descoberto que ex-premier do Reino Unido acreditava na possibilidade da existência de vida extraterrestre.   

Essa informação foi revelada em um artigo de 11 páginas cujo título é "Are We Alone in The Universe?" ("Estamos Sozinhos no Universo?"), escrito por Churchill em 1939, que foi atualizado na década de 1950, mas que nunca foi publicado. O texto estava exposto no National Churchill Museum em Fulton, nos Estados Unidos, desde 1980, mas só no último ano o diretor do museu, Timothy Riley, decidiu entregar os papeis ao astrofísico e autor israelense Mario Livio para que eles pudessem ser melhores examinados.   

Em entrevista à ANSA, Livio disse que "em uma época na qual os políticos rejeitam a ciência, um líder que se empenhou de uma maneira tão profunda para esta disciplina" é algo "comovente".   

Segundo o escritor, duas coisas o surpreenderam na leitura do artigo. "Primeiro, o fato que ele era tão interessado também na pesquisa da vida no universo que ele escreveu [sobre isso].   

Dele, já era conhecido o interesse à ciência", no entanto, apenas quando ela era "aplicada à guerra", explicou o astrofísico.   

E o segundo fato é "o modo de raciocinar [do político], por que ele pensa como um astrofísico de hoje", analisou Livio. O seu artigo, aliás, começa com a pergunta se existe vida fora da Terra. Ela é logo respondida pelo próprio Churchill, que utiliza o Princípio de Copérnico de que em um universo tão vasto outros planetas também devem ter formas de vida. Depois, o ex-premier cita quais são as características mais importantes para que haja vida, que para ele são "a capacidade de se reproduzir e de se multiplicar".   

"Ele chega assim à necessidade da água líquida e em que condições ela pode existir", disse o israelense, afirmando que esse pensamento é a base das atuais pesquisas para se descobrir "seres extraterrestres" em Marte, nas luas de Saturno, em Júpiter ou em exoplanetas, ou seja, em astros que orbitam estrelas que não sejam o Sol.   

Churchill também chega a definir qual é a única zona do sistema solar além da Terra que pode ter vida extraterrestre: Marte e Vênus, noção incompleta atualmente, mas surpreendente para um político do século passado.   

"O seu [artigo] é um exemplo que deveria ser seguido pelos atuais líderes políticos, nomeando conselheiros científicos. Há desafios hoje, como as mudanças climáticas, os recursos alimentares e as doenças, que pedem a ciência para solucioná-los", concluiu o astrofísico. (ANSA)
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