Governador volta a ameaçar restringir turistas em Veneza

ROMA, 16 FEV (ANSA) - O presidente do Vêneto, Luca Zaia, voltou a colocar em debate a limitação no número de turistas em Veneza em um artigo publicano no jornal "Corriere della Sera" nesta quinta-feira (16).   


"Eu acredito em um número fechado. Veneza não pode suportar mais que um determinado número de visitantes por dia e os fluxos devem ser rigorosamente regulamentados nos dois únicos pontos de acesso a Veneza: na piazzale Roma e na estação ferroviária", escreveu Zaia.   


Apesar de defender a limitação, o governador afastou um dos pedidos de diversos grupos do Vêneto, de limitar a entrada através de pagamentos. "Não acredito no pagamento de um ingresso para a visita porque Veneza deve continuar aberta a todos", escreveu.   


Zaia ainda pediu que "cada italiano" poderia fazer uma "doação", como uma "contribuição e um sinal de respeito por uma cidade universal; mas não concordo sobre o fato da visita torne-se acessível pela renda" de cada visitante.   


A capital do Vêneto vem sofrendo com o altíssimo fluxo de imigrantes em massa, especialmente, por aqueles trazidos por transatlânticos em cruzeiros. Muitos protestos já foram realizados na cidade pedindo o fim desse tipo de turismo, que segundo eles, é prejudicial e danifica o patrimônio veneziano.   


Sobre esse ponto, Zaia ressaltou que pretende examinar a entrada dos navios na bacia de San Marco, mas disse que "não é culpa da região Vêneto se essa questão" é aprovada e legalizada em esfera federal.   


Além dos moradores, o Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco chegou a ameaçar a cidade de colocá-la na lista de "lugares em risco" por causa da presença dos navios de cruzeiro. No entanto, à época, o prefeito Luigi Brugnaro, ressaltou que se fizesse isso perderia cerca de um milhão de turistas por ano e afetaria o principal setor da economia local.   


Atualmente, segundo dados oficiais, são cerca de 600 transatlânticos que navegam pelo Canal de Giudecca por ano e diversos especialistas apontam que esses "gigantes" podem danificar a já frágil estrutura arquitetônica da cidade.   


Outro problema enfrentado por Veneza, e em parte atrelado ao alto fluxo de turistas, é o abandono da capital do Vêneto pelos moradores - que buscam áreas mais afastadas do centro ou outras cidades próximas para morar. De acordo com um estudo da Prefeitura, 2,6 venezianos deixam a cidade por dia. (ANSA)
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