Malásia prende 2 suspeitos por assassinato de Kim Jong-nam

PEQUIM, 16 FEV (ANSA) - Mais duas pessoas, um homem e uma mulher, foram presas na Malásia nesta quinta-feira (16) por suspeita de participação no assassinato do norte-coreano Kim Jong-nam, meio-irmão do ditador Kim Jong-un. De acordo com o chefe de polícia Khalid Abu Bakar, a mulher possui passaporte indonésio e foi identificada como Doan Thi Huong, de 28 anos. Seu namorado, também com passaporte da Indonésia, foi preso junto. Uma outra suspeita, que já estava detida, portava documento vietnamita com o nome de Siri Aishah, de 25 anos. Jornais asiáticos relataram que a morte teria sido causada por envenenamento e que as mulheres envolvidas seriam espiãs. Outras pessoas estão sendo investigadas. "Nossos funcionários foram até o instituto médico legal para checar o veneno usado, que pode ser cianeto", disseram representantes do governo da Malásia. "Ele tinha espuma na boca, que é um sinal típico de morte por envenenamento". O corpo do irmão do ditador da Coreia do Norte foi encontrado na última segunda-feira (13) no aeroporto internacional de Kuala Lumpur. Somente hoje as autoridades da Malásia confirmaram a identidade de Kim Jong-nam, que já fizera críticas ao regime norte-coreano, fora cotado como sucessor de Kim-Jong-il (1994-2011), mas nunca demonstrou interesse em seguir carreira política. Aos 45 anos, ele era o filho mais velho de Kim Jong-il e vivia na Malásia desde a execução do seu tio Jang Song-thaek, em 2014.   

(ANSA)
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