Peru refaz pedido aos EUA para extradição de ex-presidente

SÃO PAULO, 17 FEV (ANSA) - O governo do Peru refez seu pedido às autoridades dos Estados Unidos para deterem e extraditarem o ex-presidente peruano Alejandro Toledo, que teve sua prisão decretada no âmbito das investigações sobre um esquema de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht.   

O pedido realizado na última quarta-feira (15) foi negado e os Estados Unidos pediram provas mais fortes ao Judiciário peruano sobre o envolvimento de Toledo, que atualmente vive no país. Toledo é acusado por tráfico de influência e por lavagem de dinheiro, sendo suspeito de ter recebido propinas no valor aproximado de US$ 20 milhões. O pedido de prisão preventiva foi dado pelo juiz Richard Concepción após pedido do promotor anticorrupção Hamilton Castro.   

O ex-presidente nega as acusações e diz ser vítima de perseguição política. Toledo negou a dar sua localização desde que o pedido de prisão foi decretado, argumentando que a Justiça é tendenciosa.   

A Odebrecht reconheceu a distribuição de centenas de milhões em propinas na América Latina, o que tem gerado inquérito em diversos países, inclusive Peru e Panamá.   

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, pediu ao mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, para ordenar pessoalmente a deportação de Toledo sob uma provisão na lei antimigratória norte-americana, segundo o ministro do Interior peruanom Ruben Varga, (ANSA)
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