Trump completa 1 mês na Presidência, mas parece um século

Por Beatriz Farrugia WASHINGTON, 20 FEV (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completa hoje (20) seu primeiro mês no cargo.   

Foram quatro semanas de trabalho intenso em Washintgon, durante as quais o magnata republicano cumpriu a maioria das suas polêmicas promessas de governo. A primeira medida tomada por Trump, logo após prestar juramento em 20 de janeiro, foi assinar uma ordem executiva para desfazer a reforma de saúde promovida por Barack Obama, a chamada "Obamacare".   

Logo em seguida, dois outros decretos provocaram alvoroço em todo o mundo: a retirada dos EUA do Acordo Comercial Transpacífico (TPP) e a proibição à entrada de refugiados e de imigrantes de nove países de origem islâmica.   

A restrição aos imigrantes gerou um caos em aeroportos, problemas para as companhias aéreas, a demissão da procuradora-geral Sally Yates e uma batalha jurídica entre o governo Trump e juízes dos EUA. Como havia prometido em sua campanha, Trump também anunciou que não desistirá da ideia de construir um muro na fronteira com o México e que fará o país vizinho pagar pelos custos da obra. A posição do magnata estremeu as relações com o governo de Enrique Peña Nieto, que aumentou o tom contra os EUA e cancelou uma viagem oficial prevista para Washington.   

Mas, na contramão, Trump se aproximou do Reino Unido e elogiou a premier Theresa May, que está conduzindo a saída do país da União Europeia. Ela se tornou a primeira líder política estrangeira a viajar oficialmente os EUA no mandato do republicano, que já foi convidado a retribuir a visita em Londres. O primeiro mês do governo Trump também foi marcado por protestos em várias cidade dos Estados Unidos e no exterior, inclusive Londres, além de uma marcha de mulheres que reuniu meio milhão de manifestantes em Washington D.C.   

Outra balhata levada adiante pelo magnata republicano é contra a mídia. Trump tem acusado grandes jornais de divulgarem notícias falsas, as "fake news". Em seu Twitter, Trump chegou a apontar o dedo contra o serviço secreto norte-americano, dizendo que a NSA e o FBI passaram informações confidenciais para o "The New York Times" e o "The Washington Post". E foram justamente os serviços secretos que provocaram a primeira crise de gabinete do republicano. As agências norte-americanas descobriram que o conselheiro de Segurança Nacional, Michel Flynn, manteve contato com autoridades russas e teria, inclusive, recebido um pagamento ilegal de Moscou antes das eleições presidenciais em novembro de 2016. À imprensa Flynn mentiu, negando qualquer relação ou contato com a Rússia, e teve que renunciar quando o caso veio à tona nas últimas semanas. O posto de Flyn ainda está vago, assim como permanecem as incertezas sobre a verdadeira influência da Rússia sob Trump. (ANSA)
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