Empresário é preso em inquérito que envolve pai de Renzi

ROMA, 01 MAR (ANSA) - A Guarda de Finanças da Itália prendeu nesta quarta-feira (1º) o empresário napolitano Alfredo Romeo, suspeito de corrupção em um caso que também envolve Tiziano Renzi, pai do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi.   

Segundo os investigadores, o empreendedor teria pagado cerca de 100 mil euros em propinas a Mario Gasparri, ex-diretor da Consip, a central de aquisições de bens e serviços para os órgãos do governo italiano. O objetivo seria conseguir contratos com a autarquia.   

Dono de um império imobiliário que emprega 18 mil pessoas, Romeo também teria se aproveitado das relações pessoais entre o empreendedor do setor farmacêutico Carlo Russo e Tiziano Renzi para vencer licitações realizadas pela Consip.   

De acordo com a Guarda de Finanças, o pai do ex-primeiro-ministro mantinha relações próximas com o CEO da central, Luigi Marroni, e, ao lado de Russo, seu amigo pessoal, teria induzido Romeo a prometer "vantagens de conteúdo econômico" em troca de sua "mediação".   

O ex-deputado de centro-direita Italo Bocchino, consultor do empresário napolitano, o pai de Renzi e Russo estão sendo investigados por suspeita de tráfico de influência.   

O caso ainda envolve o ministro dos Esportes Luca Lotti - considerado um dos aliados mais próximos do ex-premier -, o comandante-geral da Arma dos Carabineiros, Tullio Del Sette, e o comandante da legião toscana do mesmo corpo policial, general Emanuele Saltalamacchia.   

Os três são suspeitos de revelação de informação confidencial ao, segundo depoimento do próprio Marroni, terem-no alertado sobre uma investigação contra a Consip. Tiziano deve ser interrogado nos próximos dias, mas alega inocência.   

"Meus netos já passaram por um caso similar três anos atrás e devem saber que seu avô é uma pessoa do bem. Meu único pensamento é para eles", declarou o pai de Renzi na semana passada, em referência aos três filhos do ex-primeiro-ministro.   

Em setembro de 2014, Tiziano foi investigado pela Procuradoria da República em Gênova por falência fraudulenta de uma distribuidora de jornais, mas o caso acabou arquivado em julho de 2016 por falta de provas. Seu filho renunciou ao cargo de premier em dezembro passado, após ter sido derrotado em um referendo constitucional, porém articula para tentar voltar ao poder. (ANSA)
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