Escândalo com Rússia atinge procurador-geral dos EUA

WASHINGTON, 2 MAR (ANSA) - O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, também pdoe ter mantido conversas com o embaixador russo em Washington, Sergei Kislyak, o mesmo diplomata que fora pivô do escândalo com o ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn.   

De acordo com revelações feitas pelo jornal "The Washington Post", Sessions falou com Kislyak duas vezes durante o ano passado, antes das eleições presidenciais e quando ainda era conselheiro de política externa da equipe de campanha de Donald Trump. O primeiro contato ocorreu em julho e o segundo, em setembro, em seu escritório no Senado, onde era um membro influente do Comitê Militar do Exército. Se confirmadas as informações publicadas pelo jornal, o caso pode comprometer Sessions, que negou em sua audição no Senado ter conhecimento de qualquer contato entre a equipe de Trump e autoridades russas. Em sua audiência de confirmação, em 10 de janeiro, o senador democrata Al Franken perguntou a Sessions: "Se há alguma evidência de que alguém afiliado à campanha de Trump se comunicou com o governo russo, durante esta campanha, o que você vai fazer?$escape.getQuote().Sessions respondeu: "Eu não tenho conhecimento de nenhuma dessas atividades. Eu não tive contato com os russos.   

Não posso comentar sobre isso".   

Sessions também poderá ser retirado do cargo ou sofrer pressões para se afastar da equipe do FBI que investiga a possível interferência da Rússia nas eleições presidenciais vencidas por Trump. A porta-voz da Procuradoria-Geral, Sarah Isgur Flores, defendeu Sessions dizendo que ele se reuniu com 25 embaixadores no total, além de Kislyak, em sua função de membro do Comitê de Serviços Armados do Exército, e não como integrante da equipe de Trump.   

Diante disso, o jornal foi atrás dos outros membros da comissão do Senado para verificar se também tinham se reunido com o embaixador russo, mas 19 negaram que tiveram algum contato com o diplomata.   

Sessions foi nomeado secretário de Justiça, posto que lhe garante o cargo também de procurador-geral, após Trump demitir Sally Yates. Michael Flynn, por sua vez, foi obrigado a renunciar a seu cargo de conselheiro de Segurança Nacional em meados de fevereiro, após ser comprovado que tivera conversas com o embaixador russo, nas quais chegou a discutir até as sanções impostas a Moscou.   

(ANSA)
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