Chineses atrasam pagamento, e venda do Milan fica ameaçada

MILAN, 03 MAR (ANSA) - Prevista para ser concluída nesta sexta-feira (3), a venda do Milan para a holding chinesa Sino-Europe Sports está por um fio.   


Os compradores tinham até 3 de março para desembolsar o que falta dos 740 milhões de euros acertados, mas o dinheiro não chegou à Itália. Assim como em dezembro de 2016, primeiro prazo para a concretização do negócio, os chineses alegam que não receberam autorização de Pequim para realizar a transferência de capital.   


Irritado com o grupo de investidores, o dono do Milan, Silvio Berlusconi, aceitou estender o prazo por um período de 30 a 35 dias, desde que os compradores paguem até a próxima sexta-feira (10) uma terceira parcela de 100 milhões de euros a título de adiantamento e forneçam novas garantias financeiras de que respeitarão o acordo.   


Até aqui, os chineses pagaram uma fatia de 100 milhões de euros em setembro de 2016, um mês após a assinatura do pacto, e outra do mesmo valor em dezembro, para adiar a conclusão da transação até março de 2017.   


Nos bastidores, o sentimento entre as partes envolvidas é de que "tudo pode acontecer". Por meio de uma nota, a Sino-Europe Sports lamentou os atrasos, mas apontou "motivos fora de seu controle" para não ter feito o pagamento. "Estamos fortemente empenhados em continuar trabalhando com a Fininvest [holding da família Berlusconi] para alcançar o fechamento o mais rápido possível", disse o grupo, garantindo que já tem pronto um "detalhado plano de investimentos" para o Milan.   


A Sino-Europe Sports é liderada pelo misterioso Yonghong Li, que tem um enxuto currículo como homem de negócios e se envolveu em uma fraude milionária no fim dos anos 1990. Se ele não conseguir reunir os 740 milhões necessários para a compra, além de 220 milhões para cobrir as dívidas do clube, Berlusconi pode dar o negócio por encerrado e embolsar os 200 milhões de euros que já recebeu. Também não se exclui a possibilidade de a Fininvest procurar outros compradores.   


O Milan é presidido pelo ex-primeiro-ministro há mais de 30 anos, período no qual viveu sua era mais vitoriosa, com cinco títulos de Liga dos Campeões, oito no Campeonato Italiano, três na Copa da Itália e três no Mundial de Clubes. (ANSA)
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