Apesar de Trump, China reduz expansão de gastos militares

PEQUIM, 04 MAR (ANSA) - A China anunciou neste sábado (4), na véspera da abertura do Congresso Nacional do Povo, o principal evento de seu calendário político, um aumento de 7% em seus gastos militares em 2017.   

Com isso, as despesas com defesa chegarão a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, segundo o porta-voz do Congresso, Fu Ying. No entanto, números mais detalhados serão apresentados neste domingo (5), pelo primeiro-ministro Li Keqiang, em seu discurso de abertura do evento.   

Apesar de significativo, o aumento será menor que o registrado em 2015 (10,1%) e 2016 (7,6%), refletindo a desaceleração da economia chinesa. "Apoiamos o diálogo e as resoluções pacíficas, mas, ao mesmo tempo, precisamos ser capazes de defender nossa soberania e nossos interesses", afirmou Fu Ying.   

Se confirmada, a expansão de 7% levará os gastos militares da China a 1,1 bilhão de iuanes (algo em torno de US$ 145 bilhões).   

O anúncio foi feito poucos dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido um reforço de 10% nas despesas do país com defesa, que superarão os US$ 600 bilhões por ano.   

Os gastos militares da China em relação ao PIB também estão abaixo dos 2% que os EUA cobram dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "A diferença de nossa capacidade em relação à dos EUA é enorme, mas o desenvolvimento e a construção de nossas Forças Armadas continuarão baseados na necessidade de respeitar as exigências de nossa soberania e segurança nacionais", completou Fu. (ANSA)
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