China prevê crescimento menor em 2017 e defende globalização

PEQUIM, 05 MAR (ANSA) - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, abriu neste domingo (5) o 12º Congresso Nacional do Povo, principal assembleia política do país, e anunciou uma previsão de crescimento da economia menor que o resultado dos anos anteriores.   

Segundo o premier, como o cenário econômico global "continua frágil", o objetivo é alcançar uma expansão de 6,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, número que representaria uma ligeira desaceleração em relação aos 6,7% de 2016 e aos 6,9% de 2015.   

"As dificuldades pela frente não devem ser subestimadas, mas permanecemos confiantes de que elas podem ser superadas", afirmou o premier. No ano passado, a economia chinesa já experimentou seu crescimento mais baixo em 26 anos.   

Para 2017, um dos objetivos é fazer o país passar de um modelo baseado na exportação e manufatura para um que seja focado em serviços, consumo e inovação. Nesse sentido, a China pretende criar mais de 11 milhões de postos de trabalho em suas áreas urbanas e manter a taxa de desemprego abaixo de 4,5%.   

Além disso, o plano anual do governo prevê uma redução de 3,4% no consumo de energia e um corte de 50 milhões de toneladas métricas em sua produção de aço.   

Em seu discurso, Li Keqiang também aproveitou para defender a globalização, em um claro recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusa a China de "roubar" empregos de seu país. "A globalização econômica é do interesse fundamental de todos os países", disse o primeiro-ministro, garantindo que Pequim manterá o "intercâmbio multilateral" como principal canal de comércio internacional.   

Defesa - No Congresso Nacional do Povo, o premier ainda confirmou uma expansão de 7% nos gastos militares do país em 2017, informação que havia sido antecipada pelo porta-voz da assembleia, Fu Ying, no último sábado (4).   

A cifra está abaixo dos 10,1% de 2015 e dos 7,6% de 2016 e aquém do crescimento de 10% prometido por Trump nos EUA. Ainda assim, o orçamento de defesa da China superará pela primeira vez a marca de 1,1 bilhão de iuanes (algo em torno de US$ 145 bilhões). (ANSA)
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